O ambiente de trabalho na Câmara de Fortaleza ganhou um tom de acolhimento na tarde desta sexta-feira (22), na Biblioteca José de Alencar, prédio anexo da Casa Legislativa. Em alusão ao mês tradicionalmente dedicado às mães, a Escola do Parlamento (EPFor), em parceria com a Biblioteca José de Alencar, promoveu a edição de maio do projeto Câmara de Leitura, sob o tema “Palavras de Mãe”.
O encontro teve como ponto de partida a crônica “Mãe”, do escritor Rubem Braga, para abrir uma roda de conversa entre os servidores sobre cuidado, afeto e os laços entre mães e filhos. A proposta transformou o espaço em um território de escuta ativa, resgatando as expressões ditas pelas próprias mães e guardadas na lembrança de cada um dos presentes.
De acordo com Marco Vasconcelos, servidor da Escola do Parlamento, a iniciativa ultrapassa o incentivo a literatura e atua diretamente no bem-estar dos servidores. “O Câmara de Leitura tem o objetivo de cuidar da saúde mental do servidor. Mais que um projeto de leitura, é um projeto de cuidado. Nesse sentido, nós passamos por diversos temas, seja ali por questões ligadas à cidade de Fortaleza, seja por Dia dos Pais. E hoje, nós estamos comemorando o Dia das Mães, no mês das mães. A ideia é trazer a memória dessas pessoas que nos sustentaram ao longo dessa trajetória, que fizeram com que a gente estivesse aqui, na Câmara Municipal”, disse o servidor.
Marco, que atua na Casa Legislativa há seis anos, ressaltou ainda o impacto da integração entre os diferentes setores, impulsionada pela atual Mesa Diretora. “Eu posso dizer com certeza que na gestão do presidente Leo Couto, que é uma gestão preocupada com a inclusão, com o bem-estar do servidor, há uma maior integração entre os setores da Casa. Então, a EPFor, dialogando com a consultoria legislativa, dialogando com a biblioteca, dialogando com recursos humanos. E, nesse sentido, a gente se conhece, se sente bem no trabalho e, por causa disso, faz um trabalho melhor para o cidadão fortalezense. É um projeto que, para além de qualquer questão de leitura, é novamente um projeto de cuidado. Cuidando de nós mesmos”.
Para quem vivencia a rotina da biblioteca e também o desafio diário da maternidade, a tarde foi de identificação. Vânia Carvalho, uma das responsáveis pela Biblioteca José de Alencar, destacou o papel de acolhimento que o projeto proporciona aos participantes. “É um momento de interação. E falar sobre mãe, eu que tenho a experiência de ter uma filha, é muito gratificante. Faz com que você sempre amadureça para a vida e aprende também com ela. E é assim, a gente se percebe como mãe com a evolução de uma pessoa que nasceu de você e incrível isso. Essa trocana biblioteca é o aconchego, é a interação, é escutar um do outro do que já passou, as vivências que já tivemos e que são parecidas umas com a outras. Essa troca de experiências motiva as amizades que fazemos e que ficam para toda a vida. É uma terapia, ouvir é um aprendizado”, contou Vânia.
A
busca por essa troca de vivências atrai servidores de diversos
setores da Câmara. Cristina Abreu, que atua no setor de Protocolo,
fez questão de garantir seu espaço na roda de conversa para
compartilhar sua história e ouvir as das colegas. “O mês de
maio é das mães. Apesar da gente ser mãe sempre, né? Porém o mês
de maio se sobressai. É bom trocar essas experiências aqui, trocar
sempre e, sempre que possível, estou participando do Câmara de
leitura. Eu gosto muito de estar aqui aprendendo com as outras
pessoas “, apontou a servidora.
O projeto Câmara de Leitura se tornou um ponto fixo de humanização no cotidiano institucional, provando que a literatura é também uma potente ponte para o afeto.
Fotos: Érika Fonseca.
