
© Fernando Frazão/Agência Brasil
ADefensoria Pública da União (DPU) e aDefensoria Pública do Estado do RiodeJaneiro (DPRJ) acionaram a Justiça do Rio de Janeiro pedindo que o município do Rio tome medidas para que a população em situação de vulnerabilidade, principalmente a população em situação de rua, não sofra tanto os efeitos do calor excessivo.
“[A população em situação de rua], que depende umbilicalmente de bicas públicas e da solidariedade de comércios locais, encontra-se hoje totalmente desassistida. Comércios fecharam ou racionam água; bicas públicas secaram”, diz o pedido.
Diante da situação, DPU e DPRJ pedem que sejam tomadas uma série de medidas como em locais com maior circulação de pessoas em situação de rua:
Distribuição de insumos como água, protetor solar
Disponibilização de bebedouros e banheiros
Instalação de pontos de resfriamento ou refrigeração
Além disso, pedem ainda que sejam determinadas pausas para hidratação e refrescamento dos profissionais e agente públicos em atividades externas, especialmente aqueles ligados ao Consultório na Rua e Assistência Social. O pedido é que as medidas duremenquanto pendurar o Enfrentamento ao Calor Extremo.
Deve ser ainda proibida aremoção forçada de pessoas em situação de rua sem a devida garantia de acolhimento adequado.
DPU e DPRJ solicitam que o município do Rio de Janeiro seja condenado a pagar R$ 1 milhão em “indenização por danos morais coletivos, em razão da grave violação aos direitos fundamentais e à dignidade da pessoa humana decorrente da inércia estatal perante a catástrofe climática”, como diz o pedido. Esse dinheiro deve ser revertidoao Fundo de Defesa de Direitos Difusos.
O Rio de Janeiro tem apresentado
temperaturas superiores à média histórica
. As altas temperaturas registradas nas primeiras duas semanas de 2026 levaram milhares depessoas a
buscar atendimento em unidades de saúde
Este não é o único pedido feito à Justiça.
Fonte: Agência Brasil – EBC

