
© Leo Fontes/Universo Produções
A sessão na praça da Mostra de Cinema de Tiradentes, no domingo (25), reuniu público de todas as idades para a exibição de
, longa da diretora Anne Pinheiro Guimarães.
Ambientado em Brasília nos anos 1980, o filme acompanha uma mãe e dois filhos que chegam à capital sem saber se o pai irá retornar, em um drama familiar marcado pelo olhar infantil e pela atmosfera de um tempo anterior às redes sociais.
No elenco, Carolina Dieckmann interpreta Helena, a mãe de André e Dudu, vividos pelos jovens atores Theo Medon e Lorenzo Mello. O filme conta ainda com a participação de Letícia Sabatella, que esteve em Tiradentes para divulgar o longa.
Após elogios da crítica e prêmio de melhor filme no Festival do Rio,
terá estreia internacional na próxima semana no Festival de Cinema de Gotemburgo, na Suécia, onde concorre ao Prêmio Ingmar Bergman.
Conhecido do grande público pela novela
, Theo Medon, hoje com 16 anos, soma mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais. Em entrevista à
, ele afirmou que o cinema ampliou seu olhar sobre a profissão.
“Eu não me considero um influencer, eu me considero um ator. As redes sociais são consequência do trabalho. Tento usá-las para divulgar o que faço e para espalhar cultura para a minha geração, porque muita gente não tem acesso a festivais, filmes e a esse universo”, disse.
Atuando desde os 6 anos, Theo descreve a relação com o trabalho como algo natural.
“Eu não lembro direito como era a minha vida antes de ser ator. Isso está enraizado em mim. Tento não diferenciar o Theo artista do Theo de casa. Essa leveza só existe porque tenho uma base familiar muito forte, que me protege das pressões do mercado”, disse.
, ele destacou o mergulho nos anos 1980. “Foi uma imersão total. A direção de arte é um dos pontos altos do filme. Tudo era de verdade, das fitas do quarto do André ao figurino. Isso te transporta para aquele tempo”, contou.
Para ele, a ausência de celulares muda completamente a vivência juvenil. “Hoje o André teria mais ferramentas para se isolar. Naquela época, ele precisava sair, conhecer pessoas. Isso transforma”, avalia.
Fonte: Agência Brasil – EBC

