
A Câmara de Fortaleza lança nesta quinta-feira, 30, o episódio “Incluir é acolher”, uma produção audiovisual da da TV Câmara Fortaleza em parceria com a gestora de Inclusão, Livinha Vasconcelos. O conteúdo traz um diálogo sensível sobre o autismo, com o personagem Chico, da Turminha do Espaço Evoluir, uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O especial, dividido em três episódios: “O jeito Chico de ser”,“Cada um tem seu tempo” e “Incluir é acolher”, traz uma linguagem de gibi como ferramenta de comunicação lúdica, acessível e direta. Para quem ainda não conhece a Turminha do Espaço Evoluir, Chico é o personagem que conduz a narrativa com seu jeito próprio de ver e sentir o mundo. Ao longo dos episódios, ele compartilha desafios e potencialidades, ajudando a desconstruir estigmas ainda presentes na sociedade.
A produção também marca a celebração do Dia Mundial e Nacional da Conscientização sobre o Autismo, e compõe o calendário histórico de celebrações dos 300 anos da Câmara de Fortaleza e dos 23 anos da TV Câmara Fortaleza.
Representatividade que gera impacto
Segundo a gestora de Inclusão, Livinha Vasconcelos, o projeto atua na prática como uma ferramenta de representatividade ao dar voz e protagonismo a uma história real. “A criação do gibi foi muito mais que entretenimento. Foi dar voz, cor e protagonismo para uma história real, contada com o olhar único do Chico”.
Ao assumir o papel de autor da sua própria narrativa, Chico desafia estigmas enraizados, transformando o diagnóstico clínico em identidade, arte e humor. Para a gestora, essa iniciativa reforça uma premissa fundamental: a inclusão não é um favor, mas um direito. “Através do gibi, o Chico falou com a sociedade de um jeito leve, verdadeiro e direto e mostrou que pessoas com autismo têm talentos, sonhos e muito a ensinar”, destaca.
Para Livinha, o impacto do projeto está diretamente ligado à formação de uma cultura mais inclusiva. “Quando uma criança lê o gibi, ela aprende desde cedo sobre empatia, respeito e diversidade. E são essas crianças que vão construir uma sociedade mais acolhedora amanhã. Mais do que números, ganhamos olhares mais atentos, conversas importantes e corações mais abertos”, disse.
O gibi, além de informar, tem provocado empatia, identificação e ampliado a compreensão sobre o autismo em diferentes públicos. “A gente percebe crianças se reconhecendo, famílias se sentindo acolhidas e outras pessoas passando a entender melhor o que é o autismo. O gibi desperta um olhar mais atento para a diversidade”.
Comunicação como ferramenta de inclusão
A repercussão também reforça o papel estratégico da comunicação pública na promoção de pautas sociais. A coordenadora de Comunicação da Câmara, Moema Soares, destaca que a escolha da linguagem foi fundamental para ampliar o alcance da mensagem.
“A comunicação tem o poder de aproximar realidades. Quando a gente utiliza uma linguagem acessível, como a do gibi, conseguimos incluir mais pessoas nesse diálogo. É uma forma de falar sobre um tema importante de maneira simples, mas com profundidade. Isso muda a forma como enxergamos o outro no dia a dia. A comunicação, nesse contexto, se torna uma ponte para a inclusão”, reforça.
O diretor da TV Câmara Fortaleza, Lúcio Gleison Uchoa Lima, avalia que o diferencial da iniciativa está na capacidade de transformar informação em conexão com o público. “Não é só sobre comunicar, é também sobre fazer com que as pessoas se vejam, se reconheçam e se envolvam com o que está sendo apresentado. O retorno que temos recebido mostra exatamente isso: um público mais sensível e disposto a refletir. É assim que a comunicação pública cumpre seu papel.”
Assista ao 3º episódio

