sexta-feira, junho 19, 2026
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El Niño fará Brasil ter inverno com menos frio, prevê meteorologia

El Niño fará Brasil ter inverno com menos frio, prevê meteorologia

O inverno no Hemisfério Sul começa exatamente às 5h25 do próximo domingo (21). A nova estação é conhecida pelas temperaturas frias, mas, este ano, terá um caráter um pouco diferente. Por causa do fenômeno El Niño, os brasileiros vão sentir menos o frio nos próximos três meses.

A previsão é da empresa de consultoria em meteorologia Nottus, que apresentou, nesta quinta-feira (18), um estudo sobre como o fenômeno climático vai impactar o país.

O El Niño se caracteriza quando acontece o aquecimento anormal da região equatorial do Oceano Pacífico.

A elevação da temperatura do mar 0,5 grauCelsius (C°) acima da média já caracteriza a condição.

A Agência dos Estados Unidos para Oceanos e Atmosfera (Noaa, na sigla em inglês)confirmou na última semana

No Brasil, a temporada será marcada pelaconcentração de chuva além no normal na Região Sul, enquanto as precipitações ficam mais curtas e menos intensas no Norte e Nordeste, favorecendo a chance de secas.

De acordo com o sócio-diretor e meteorologista da Nottus, Alexandre Nascimento,

o inverno deve começar com temperaturas mais baixas, mas, “os efeitos do El Niño devem frear as baixíssimas temperaturas neste ano, principalmente de agosto em diante”.

Isso acontece porque a combinação de períodos mais secos e ventos do Norte favorece a elevação gradual das temperaturas, especialmente na segunda metade do inverno. Com isso, “a percepção pode ser de um inverno mais ameno”.

Alexandre Nascimento pondera que isso não significa que não haverá frio na estação. “El Niño não tem frio? Tem, mas são eventos curtos, muito rápidos”, diz.

Ele aponta que algumas áreas da região central do país devem ter a presença dos veranicos, como são chamados os períodos de tempo seco e temperaturas atipicamente elevadas, que ocorrem no meio do outono ou inverno.

Ao destacar as principais características climatológicas dos próximos meses,

o estudo mostra que julho deve ser marcado pelovolume de chuva acima da média entre as regiões Sudeste e Centro-Oeste. No Sul, a chuva ganha força a partir das áreas do interior

Agosto deve ter maiores concentrações de chuva no extremo norte do país, além da faixa leste do Nordeste e Região Sul

, onde os volumes podem superar a média histórica.

Fonte: Agência Brasil – EBC

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