
Uma condição que vem se tornando bastante conhecida pela sociedade, mas que ainda requer um melhor entendimento sobre seu universo, a neurodiversidade foi tema de uma ação para servidores da Câmara de Fortaleza. Em parceria com a Liga Acadêmica do Cuidado em Enfermagem (Lacen) da UniFanor, a iniciativa abordou aspectos da neurodiversidade e a necessidade de fortalecer a inclusão nos espaços públicos.
Em um momento envolvendo mitos e verdades, estudantes de Enfermagem da UniFanor desenvolveram uma dinâmica em formato de jogo de perguntas e respostas. Para a servidora Kátia Marques, a ação reforça o trabalho de atendimento ao público que chega à Casa e como os profissionais podem atuar no acolhimento de pessoas neurodivergentes diante das suas demandas. “Uma palestra muito leve que apresentou mitos e verdades para nós, servidores”, reforçou.

A presidente da Lacen, Ellen Érika, destacou a ação como um movimento para envolver a sociedade em geral no debate sobre a neurodiversidade, saindo do universo de tratar o tema direcionado apenas a pais e familiares atípicos. “A Liga se dispôs a realizar essa ação extensionista sobre a neurodiversidade. Um momento em que estivemos reunidos com os funcionários da Câmara para mostrar que a gente pode se deparar em qualquer lugar com pessoas neurodivergentes”, ressaltou.
Para a psicóloga Jaqueline Maia, que atua no Núcleo de Saúde da CMFor, abordar a temática com os profissionais que atuam no Legislativo amplia o olhar para a neurodivergência. “Tivemos um momento muito rico, tanto para nós que atuamos no Espaço Evoluir, como para os servidores, porque ampliamos o nosso olhar para a neurodivergência, mostrando os mitos que ainda são tabus”.
Entendendo um pouco da “Neurodiversidade”
“O autismo é uma doença que precisa de cura?”. A pergunta foi uma das abordagens realizadas pelas estudantes, que diante do mito explicaram sobre o universo da neurodiversidade, que se refere a variações naturais no funcionamento cerebral, em que os cérebros operam de formas atípicas.
Ao falar do tema, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) entra em evidência, mas a neurodiversidade inclui também condições como TDAH, dislexia e altas habilidades, sendo uma forma diferente de processar o mundo, e não uma doença. O conceito valoriza a inclusão e aceitação da diversidade neurológica.
Foto: Divulgação/CMFor

