quinta-feira, abril 2, 2026
HomeLEGISLATIVOAção na Câmara de Fortaleza aborda neurodiversidade entre servidores

Ação na Câmara de Fortaleza aborda neurodiversidade entre servidores


Uma condição que vem se tornando bastante conhecida pela sociedade, mas que ainda requer um melhor entendimento sobre seu universo, a neurodiversidade foi tema de uma ação para servidores da Câmara de Fortaleza. Em parceria com a Liga Acadêmica do Cuidado em Enfermagem (Lacen) da UniFanor, a iniciativa abordou aspectos da neurodiversidade e a necessidade de fortalecer a inclusão nos espaços públicos.

Em um momento envolvendo mitos e verdades, estudantes de Enfermagem da UniFanor desenvolveram uma dinâmica em formato de jogo de perguntas e respostas. Para a servidora Kátia Marques, a ação reforça o trabalho de atendimento ao público que chega à Casa e como os profissionais podem atuar no acolhimento de pessoas neurodivergentes diante das suas demandas. “Uma palestra muito leve que apresentou mitos e verdades para nós, servidores”, reforçou.

A presidente da Lacen, Ellen Érika, destacou a ação como um movimento para envolver a sociedade em geral no debate sobre a neurodiversidade, saindo do universo de tratar o tema direcionado apenas a pais e familiares atípicos. “A Liga se dispôs a realizar essa ação extensionista sobre a neurodiversidade. Um momento em que estivemos reunidos com os funcionários da Câmara para mostrar que a gente pode se deparar em qualquer lugar com pessoas neurodivergentes”, ressaltou.

Para a psicóloga Jaqueline Maia, que atua no Núcleo de Saúde da CMFor, abordar a temática com os profissionais que atuam no Legislativo amplia o olhar para a neurodivergência. “Tivemos um momento muito rico, tanto para nós que atuamos no Espaço Evoluir, como para os servidores, porque ampliamos o nosso olhar para a neurodivergência, mostrando os mitos que ainda são tabus”.

Entendendo um pouco da “Neurodiversidade”

“O autismo é uma doença que precisa de cura?”. A pergunta foi uma das abordagens realizadas pelas estudantes, que diante do mito explicaram sobre o universo da neurodiversidade, que se refere a variações naturais no funcionamento cerebral, em que os cérebros operam de formas atípicas.

Ao falar do tema, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) entra em evidência, mas a neurodiversidade inclui também condições como TDAH, dislexia e altas habilidades, sendo uma forma diferente de processar o mundo, e não uma doença. O conceito valoriza a inclusão e aceitação da diversidade neurológica.

Foto: Divulgação/CMFor



Fonte da matéria

Sair da versão mobile