domingo, março 15, 2026
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Ações dos EUA na Venezuela representam riscos à ordem multilateral

Ações dos EUA na Venezuela representam riscos à ordem multilateral

© Vídeo Obtido pela Reuters/Proibida reprodução

Os ataques feitos pelos Estados Unidosà Venezuela no sábado (3)para derrubaro presidente, Nicolás Maduro, representam, na avaliação de especialistas entrevistadospela

, riscospara organismos multilaterais e para os países da América Latina e do Caribe.

Militares americanos retiraram à força Maduro e sua mulher, Cilia Flores, de território venezuelano,

em uma ação que matou forças de segurançado presidente

e causou explosões em Caracas, capital do país.

Maduro foi levado para Nova York

e, segundo o governo dos Estados Unidos, vai responder no país a acusações por uma suposta ligação ao tráfico internacional de drogas.

Cientista político e professor de relações internacionais da Faculdade São Francisco de Assis (Unifin),

Bruno Lima Rocha diz que o ocorrido na madrugada de sábado, quando se deu a incursão, é,antes de tudo, um ataque dos Estados Unidos à soberania de um país.

“Primeiro, porque não existe, no direito internacional, um atestado para que os Estados Unidos operem como polícia do mundo”, diz Rocha.

“Em segundo lugar, porque, mesmo que as acusações contra Nicolás Maduro fossem verdadeiras – o que, de fato não são –, a ONU ou o sistema de instituições internacionais não delegaram para os Estados Unidos poder para sequestrar, capturar ou intervir em um país soberano”, argumenta o professor.

Entre as justificativas apresentadas pelo governo estadunidense para os ataques contra a Venezuela está a de que Maduro estaria ligado a grupos narcoterroristas que abastecem com drogas o mercado interno dos EUA.

“Do ponto de vista legal, isso foi um absurdo. Uma agressão imperialista pura e simples”, disse Bruno Rocha, que classificacomo “sequestro” a ação contraNicolás Maduro e alerta que os EUA ameaçam roubaro petróleo da Venezuela, cujas reservas são as maiores do mundo.

Para o pesquisador, outros países da região que detêm riquezas minerais do interesse estadunidense correm riscos.

Fonte: Agência Brasil – EBC

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