Seguindo com a programação da Campanha Outubro Rosa, a Câmara de Fortaleza realizou uma roda de conversa com servidoras sobre a importância da prevenção, o acesso à saúde e os direitos das mulheres mastectomizadas. O evento foi promovido pela Coordenadoria de Gestão de Pessoas e Serviços de Saúde (CPSS), em parceria com o Projeto (A)mar Rosa, a Procuradoria Especial da Mulher, a Escola de Saúde Pública de Fortaleza e a Unifametro.
O encontro proporcionou um espaço de escuta, orientações médicas e troca de experiências entre servidoras e mulheres mastectomizadas. Um dos pontos centrais da conversa foi a necessidade de superar o “medo” das consultas médicas e da realização de exames preventivos, como a mamografia.

Para a assessora parlamentar Ana Naira, a busca pelo exame preventivo fez a diferença no tratamento. A descoberta do câncer de mama ainda no início resultou em um tratamento menos invasivo. “Fazer o exame pra mim foi muito importante, mesmo temendo ir ao médico, porque é algo que temos medo de saber. Meu diagnóstico foi muito inicial, e por causa disso eu não tive tantas consequências, e como o histórico da minha família é de vários casos de câncer, a prevenção é fundamental”, reforça.
Esse relato ganha força com a experiência da enfermeira da Escola de Saúde Pública de Fortaleza, Isabella Campelo, que recebeu o diagnóstico de câncer de mama aos 41 anos. “A acurácia para a cura do câncer de mama é superior a 90% quando a doença é identificada em estágio inicial. O rastreamento precoce salva vidas e evita a evolução do quadro. E partilhar um pouco do meu testemunho gera uma emoção que transcende o universo do conhecimento, da pesquisa e da experiência pessoal”, enfatizou.
Durante o evento, a médica ginecologista do CPSS, Bárbara Austregésilo ressaltou o papel de uma atuação profissional sensível, que vá além dos procedimentos clínicos tradicionais. “É extremamente importante a mulher se cuidar, fazer os exames e deixar tudo em dia. Caso venha um diagnóstico que não se espera, é preciso saber que existe tratamento. Da nossa parte, como médicos, cabe ter sensibilidade e dar apoio psicológico, estando presentes para ouvir e auxiliar de forma multifatorial”, afirmou a ginecologista.
Outro ponto enfatizado na conversa foi o impacto da rotina profissional no cuidado com a saúde. Como muitas mulheres passam a maior parte do dia no ambiente de trabalho, o acesso a consultas e a ações de sensibilização durante o expediente facilita a adesão aos exames preventivos. A iniciativa reforça o compromisso de incentivar a prevenção contínua e oferecer apoio ao bem-estar e à qualidade de vida das servidoras da Casa.
O Projeto (A)mar Rosa também trouxe outra perspectiva sobre como lidar com o câncer de mama, com foco na rede de apoio e na prática esportiva. Eloiza Catunda, coordenadora do grupo, falou sobre sua experiência no tratamento da doença e sobre como a canoagem transformou sua vivência em fonte de inspiração para outras mulheres. “A Eloiza depois do câncer entendeu que viver é bom, e quero aproveitar a vida. O projeto (A)mar Rosa me fez ver muitas coisas boas”, destacou.
Foto: Érika Fonseca