sexta-feira, setembro 11, 2026
HomeBrasilBrasil vai ao Sudoeste Asiático mirando virar parceiro pleno da Asean

Brasil vai ao Sudoeste Asiático mirando virar parceiro pleno da Asean

Brasil vai ao Sudoeste Asiático mirando virar parceiro pleno da Asean

© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro de Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, fazvisita oficial aoSudoeste Asiático nesta semana mirando, entre outros objetivos, a reabertura do mercado da Tailândia para carne brasileira, fechado em 2024.

Outra meta da comitiva é continuar com asnegociações para que o Brasil ganhe o status de Parceiro de Diálogo Pleno da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). Aumentar o status na Asean permitiria aprofundar as relações com os países da associação asiática que, juntos, são o quinto principal parceiro comercial do Brasil, atrás apenas deChina, União Europeia (EU), Estados Unidos (EUA) e Mercosul. Desde 2022, o Brasil tem o status de parceiro de diálogo setorial.

Atualmente, apenas 12 países ou blocos têm o status de parceiro pleno junto à Asean e nenhum é da América Latina. São eles Estados Unidos (EUA), União Europeia (EU), Japão, Índia, China, Canadá, Rússia, Austrália, Nova Zelândia, Coréia do Sul, Turquia e Nações Unidas (ONU).

O comércio brasileiro com os países da Asean vem ganhando importância ao longo dos anos, tendo aumentado 10 vezes entre 2003 a 2025, passando de US$ 3 bilhões para US$ 38 bilhões, com uma taxa média de 12% de crescimento anual.

Os Estados membros da Asean são Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietnã, Timor Leste, Mianmar, Brunei, Camboja e Laos.

O governo brasileiro avalia que pode ser aceito como parceiro pleno da Asean ainda na próxima cúpula da Asean, entre 10 a 12 de novembro, nas Filipinas, oupartir de janeiro de 2027, quando Singapura assume a presidência do bloco.

Para o ministro Mauro Vieira, o comércio do Brasil com a Asean deve superar o comérciocom os EUA e a Europa “num futuro próximo”.A viagem do chanceler ocorre em meio aos esforços do Brasil para diversificar a pauta comercial diante dos tarifaços do governo Donald Trump. Em agosto, o secretário-geral da Asean,

Entre 2023 e 2025, as exportações do Brasil para os cinco maiores mercados da Asean (Singapura, Indonésia, Vietnã, Malásia e Tailândia) alcançaram US$ 68,5 bilhões, valor equivalente ao exportado para cinco parceiros tradicionais do G7 (Alemanha, Itália, Reino Unido, Japão e França) no mesmo período.

Enquanto o Brasil teve superávit de US$ 36 bilhões com esses parceiros da Asean, o país registrou um déficit de US$ 36,6 bilhões no comércio com os cinco países do G7 entre 2023 e 2025.

A viagem do ministro Mauro Vieira, que antecede a cúpula do Brics, na Índia, começou por Singapura. O chanceler brasileiro foi recebido pelo ministro de relações exteriores Vivian Balakrishnan e por representantes de cerca de 20 empresas dos dois países.

Do tamanho da cidade de Campinas (SP), Singapura é hoje o segundo principal parceiro comercial do Brasil na Ásia, atrás apenas da China, e o primeiro na Asean, com um fluxo comercial de US$ 10,7 bilhões no ano passado, aumento de 23% em relação a 2024.

Em conferência realizada em Singapura com líderes políticos e empresariais, Vieira voltou a defender a inclusão do Brasil como parceiro pleno da Asean.

“Dos doze Parceiros de Diálogo da Associação, nenhum vem da América Latina, do Caribe ou da África. O Brasil está disposto e é capaz de preencher essa lacuna, com pleno respeito a uma decisão que cabe aos onze membros da Associação”, afirmou.

Na mesma fala, Vieira destacou que o Brasil se recusa a ter que escolher parceiros e excluir outros países, estando aberto a todos os atores globais.

Fonte: Agência Brasil – EBC

EM ALTA