segunda-feira, março 16, 2026
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Brasileiros publicam maior estudo já feito sobre sequelas do zika

Brasileiros publicam maior estudo já feito sobre sequelas do zika

Pesquisadores de diferentes estados e instituições brasileiras publicaram, no fim do ano passado, o maior estudo do mundo sobre os principais efeitos do vírus Zika na infância.

Com dados de 12 centros de pesquisa do país,

o Consórcio Brasileiro de Coortes de Zika (ZBC-Consórcio) reuniuinformações de 843 crianças brasileiras com microcefalia, nascidas entre janeiro de 2015 e julho de 2018, nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste do país

A pesquisadora Maria Elizabeth Lopes Moreira, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), que integra oZBC-Consórcio, destacou nesta terça-feira (6) à

“Não há estudo anterior publicado com esse número de crianças”,

A pesquisa foi publicadano último dia 29 de dezembro de 2025,

no periódico científico focado em saúde pública PLOS Global Public Health

Os dados foram investigados paradescreveros casos, uniformizar as informações e definir qual é o espectro da microcefalia causada por esse vírus.

Maria Elizabeth lembrou que a maior incidência de microcefalia por Zika do mundo ocorreu no Brasil, que viveu uma epidemia da doença entre 2015 e 2016.

Na avaliação da pesquisadora do IFF/Fiocruz,

o resultado mais importante do estudo foi a definição de como era a morfologia dessa microcefalia, isto é, o que ela apresentava de diferente em relação a outras microcefalias por outras causas.

Segundo Maria Elizabeth, o que torna o estudo especial é que os pesquisadores pegaram o banco de dados original e separaram todos os casos. “Além do grande número, foram examinados os dados primários dos diferentes estudos no Brasil”.

Até então, a caracterização da Síndrome Congênita do Zika (SCZ) se baseava em séries de casos e estudos com poucos participantes ou em estudos individuais.

“Já o tamanho relativamente grande da amostra permitiu observar que, entre as crianças com microcefalia, existe um espectro de gravidade e diferentes tipos de manifestações da Síndrome”, completou.

“Agora, a gente tem mais capacidade de dar respostas para o sistema público de saúde”.

Fonte: Agência Brasil – EBC

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