Uma grande viagem também pode começar ao abrir um livro. Inspirada por esse sentimento, a edição especial do projeto Câmara de Leitura movimentou a tarde desta sexta-feira, 10. Aproveitando o período de férias, o encontro literário, que costuma reunir servidores e colaboradores, deixou as dependências do Legislativo municipal para acontecer, literalmente, entre as estantes da Livraria Leitura, no Shopping Iguatemi.
O momento de integração e incentivo à cultura percorreu as páginas de “A Sombra do Vento”, do escritor espanhol Carlos Ruiz Zafón, e nos versos do poema “Não há fragata como um livro”, de Emily Dickinson. A proposta foi debater a leitura não apenas como hábito, mas como um espaço de afeto, memória e conexão urbana.
A
mudança de cenário foi pensada estrategicamente para dialogar com o
clima de leveza deste mês. De acordo com a bibliotecária da
Biblioteca José de Alencar, Pricila Celedônio, a intenção foi
proporcionar uma experiência diferenciada aproveitando a rotina do
período.
“A
gente quis fazer essa Câmara de Leitura um pouco diferente, já que
estamos no mês de férias, então a gente aproveitando esse horário
reduzido, a gente pensou em fazer um lugar fora da Câmara, mas não
tão distante. E a proposta é essa, de ser um momento mais de
férias, de encontros de férias”, explicou Pricila.
A bibliotecária celebrou o amadurecimento e a continuidade do projeto, que já ultrapassa a marca de um ano de atividades contínuas. “Desde o começo, a gente tem algumas pessoas que já estão vindo há bastante tempo e algumas pessoas novas. Cada encontro sempre tem alguém novo, alguém que está conhecendo, e graças a Deus está perdurando”, completou.
O
papel da iniciativa no desenvolvimento do funcionalismo público foi
destacado por Marco Vasconcelos, representante da Escola do
Parlamento da Câmara (EPFOR). Para ele, o projeto vai ao encontro
das diretrizes da Casa que enxergam a cultura como um direito e um
pilar fundamental de bem-estar.
“Cultura
é um aspecto da dignidade humana. Então, uma Câmara preocupada com
o servidor cuida do corpo, da qualidade de vida com o nosso
departamento de saúde, e cuida também do aspecto de formação.
Oferecer cultura ao servidor, acesso à cidade, acesso aos pontos de
construção do conhecimento que existem na cidade de Fortaleza é um
fundamento da política da EPFOR”, pontuou Marco.
Ele reforçou que deslocar a atividade para uma livraria fortalece o sentimento de pertencimento do cidadão com o seu próprio espaço urbano. “Trazer o servidor, dialogar com o servidor em outros pontos da cidade é uma forma de fomentar a relação com o espaço urbano, fazendo com que a gente tenha mais orgulho da nossa cidade. E no final das contas é também diversão, né? Ser feliz faz parte da nossa dignidade”, concluiu.
Para
os servidores que participam ativamente da iniciativa, o evento
representou uma excelente oportunidade de diversão e convívio
social fora do ambiente de trabalho tradicional. Sinhá Gomes,
colaboradora do Núcleo de Meio Ambiente da Casa, elogiou o novo
formato e a escolha do local para a edição de julho.
“Então,
é um momento assim, diferente, né? Fora da Câmara, é um momento
para a gente se socializar mais. Estamos nesse período de férias e
eu espero que seja um momento ainda mais agradável”, disse.
Diante da imensa variedade de títulos disponíveis na livraria, ela não escondeu o entusiasmo em explorar novas leituras. “Com certeza vou procurar um livro para levar pra casa. Aqui a gente tem várias opções. Tem da parte de direito, parte social, do meio ambiente, tem a parte de história do Brasil. Aqui é um mundo diverso”, finalizou.
Fotos: Zerosa Filho.
