quarta-feira, março 18, 2026
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Câmara debate impactos de obras na Avenida I, no José Walter, em audiência


Câmara debate impactos de obras na Avenida I, no José Walter, em audiência

Com o intuito de discutir os impactos da obra a ser executada na Avenida I, no bairro José Walter, a Câmara de Fortaleza realizou nesta quarta-feira (18), no auditório Ademar Arruda, uma audiência pública com essa finalidade. O debate é de autoria da vereadora Ana Aracapé (Avante), por meio do requerimento nº 1891/2026 e presidida pelo vereador em exercício, Marcelo Tchela (Avante).

Presidindo os trabalhos, o vereador Marcelo Tchela reforçou o papel da Casa como mediadora entre o Executivo e os moradores do José Walter. Ele pontuou que o objetivo é encontrar soluções conjuntas para que o benefício final da obra seja coletivo. “Nós estamos abrindo um grande diálogo com a sociedade. É importante dizer que a Câmara, junto com a Prefeitura, não quer prejudicar ninguém. O debate é fundamental para entender os impactos positivos e negativos da obra. Estamos aqui para discutir e buscar soluções dos problemas que podem surgir no decorrer da obra, que será um benefício final para todo mundo”, ressaltou Tchela.

Propositora da audiência e atualmente licenciada para exercer o cargo de Assessora Institucional I no Gabinete do Prefeito de Fortaleza, Ana Aracapé destacou a necessidade de ouvir a comunidade para que o progresso urbano não retire o sustento das famílias. “Nós vamos aqui ouvir a nossa gente. Elas que estão lá no dia a dia, eles sabem. Esse movimento hoje é de uma suma importância pois vai atingir muitas pessoas. O nosso prefeito é esse gestor de ouvir as pessoas, de estar nas ruas ao lado da nossa gente, principalmente os que mais precisam. A Avenida I vai receber uma grande obra, mas a nossa luta é que isso não deixe os nossos pequenos empreendedores sem o pão de cada dia. Temos certeza que temos um prefeito que jamais vai deixar isso acontecer”, afirmou a parlamentar.

O
superintendente Adjunto da Agência de Fiscalização de Fortaleza
(Agefis), Paulo Guedes,
explicou que o órgão atua para garantir o ordenamento urbano e o
cumprimento das leis municipais, como o Código da Cidade, reforçando
que o papel maior é cuidar do ordenamento urbano da cidade para que
as pessoas tenham livre acesso aos logradouros públicos e calçadas.
“A participação da população é um preceito constitucional e a
gente quer ouvir a comunidade, mas precisamos também cumprir as
legislações de Fortaleza. Infelizmente, ainda precisamos muito
orientar e educar para que tenhamos a qualidade de vida que todos
esperam. Esperamos que as pessoas cumpram a legislação e nos ajudem
a fiscalizar a utilização dos espaços públicos”, explicou
Guedes.

Por outro lado, o sentimento de incerteza marcou a fala dos trabalhadores locais. Para o comerciante Sergiano Pereira, o problema não reside na melhoria da infraestrutura, mas na ameaça de retirada dos quiosques que sustentam dezenas de famílias há mais de uma década. “A gente não está questionando a obra em si, a gente está questionando a nossa permanência na avenida. A Agefis deu o prazo de 30 dias para todo mundo sair dos seus quiosques, sendo que ali todos estão há mais de 12 anos e todos sobrevivem dali. A nossa maior vitória hoje é brigar pela nossa permanência. O Cidade Jardim é muito grande, não tem um colégio, não tem um CRAS, não tem uma limpeza digna. A obra é muito importante, mas que o prefeito e vereadores venham olhar para o mais pobre que está lá há muito tempo. Essa é a nossa principal luta aqui na Câmara”, desabafou o comerciante.

Confira a audiência pública na íntegra

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Fotos: Zerosa Filho



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