
A mais recente reunião do Circuito de Desenvolvimento Institucional (CDI) trouxe ao centro das discussões um dos temas mais transformadores da atualidade: a Inteligência Artificial (IA). A apresentação foi conduzida por Danilo Reis, diretor técnico da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice), que compartilhou os principais aprendizados de sua participação na NVIDIA GTC 2026, considerada a maior feira de IA do mundo.
Logo no início, Danilo destacou que a Inteligência Artificial deixou de ser uma promessa distante para se tornar uma realidade concreta e urgente. “Muitas vezes ficamos pensando que a IA é uma coisa do futuro, mas ela já chegou. Cabe a gente se adaptar e tirar proveito ou virar dinossauro e ser extinto. Ela vem numa magnitude que nunca vimos”, afirmou.
Segundo ele, os casos apresentados no evento já estão em operação em diferentes setores, como mobilidade, saúde, indústria e marketing. Um dos exemplos citados foi o da empresa Waymo, que já opera serviços de transporte autônomo em larga escala, com centenas de milhares de viagens semanais e índices de segurança superiores aos motoristas humanos.
“Você diz o que precisa, e o sistema traça um plano, acessa ferramentas, valida com você e executa. É quase como um funcionário virtual”, explicou. Ele ressaltou que esse modelo já está sendo aplicado em diversas áreas, permitindo desde a automação de processos internos até a criação de propostas comerciais completas. “Isso reduz trabalho repetitivo, melhora a eficiência e permite escalar operações sem crescer a equipe na mesma proporção”, pontuou.
Durante a apresentação, também foram demonstradas aplicações práticas, como o uso de IA para planejamento completo de viagens, incluindo compra de passagens, reserva de hospedagem e organização de roteiros, evidenciando o potencial dessas tecnologias no dia a dia.
Outro tema central foi a transformação da infraestrutura tecnológica com o surgimento das chamadas AI Factories. De acordo com Danilo, esses ambientes vão além dos data centers tradicionais, funcionando como verdadeiras fábricas de inteligência. “A IA moderna tem como combustível os tokens. Essas fábricas produzem inteligência em escala, e quem tiver a melhor relação entre desempenho e consumo de energia terá vantagem competitiva”, explicou.
Dentro desse cenário global, Danilo destacou o potencial competitivo do Ceará. O estado possui superávit de energia e conta com o Cinturão Digital do Ceará (CDC), uma infraestrutura robusta de conectividade que pode se tornar um diferencial na atração de investimentos em inteligência artificial.
Segundo ele, a combinação entre disponibilidade energética e conectividade de alta capacidade posiciona o Ceará de forma estratégica para receber AI Factories e, quem sabe, ofertar esse tipo de serviço. A tendência, segundo o diretor, é que regiões com essas condições se tornem polos relevantes na nova economia baseada em dados e processamento.
A reunião reforçou a importância de acompanhar de perto as transformações tecnológicas e de preparar instituições e profissionais para um cenário cada vez mais orientado por dados, automação e inteligência artificial, como ocorre na Etice.
A próxima edição do CDI ocorrerá em breve, com data e temas a serem previamente divulgados para todos os colaboradores. As gravações das edições anteriores do Circuito, iniciativa da Gerência de Planejamento (Geplan), estão disponíveis na Intranet da Etice.
Fonte da matéria