sexta-feira, junho 19, 2026
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CHIQUINHA GONZAGA: ESPETÁCULO DO CURSO DE LONGA DURAÇÃO EM MÚSICA DO CCBJ CELEBRA A PRIMEIRA MAESTRINA DO BRASIL




A montagem marca a conclusão das turmas dos Cursos de Longa Duração em Música, com 35 crianças entre 7 e 13 anos. O espetáculo tem direção da professora Flávia Soledade.A Formação Básica de Longa Duração em Música é ofertada pelo Programa de Música da Escola de Cultura e Artes do CCBJ e proporciona às turmas uma experiência introdutória à música como linguagem artística. Com duração entre 1 e 2 anos, as turmas são divididas em infantil, para crianças de 7 a 10 anos, e infanto-juvenil para crianças com idade entre 11 e 14 anos.

Mulher negra, instrumentista e compositora, Francisca Edwiges Neves Gonzaga, conhecida como Chiquinha Gonzaga, compôs músicas que marcaram história da Música Brasileira. Criando músicas em diversos ritmos como maxixes, tangos, choros e valsas, além de marchinhas carnavalescas clássicas como a faixa “Ó Abre Alas!”. Ela também se destaca por ser uma das primeiras mulheres a reger uma orquestra no Brasil, em janeiro de 1885, com a opereta “A Corte na Roça”.

“A retomada da figura de Chiquinha Gonzaga como uma mulher negra é disputar narrativas historicamente construídas para embranquecer figuras históricas brasileiras. Demarcando o espaço conquistado por Chiquinha em um ambiente racista e patriarcal como o Brasil do século XIX,o espetáculo apresenta como ela foi e segue sendo uma das figuras centrais na construção da musicalidade brasileira”, conta Heitor Bantim, assistente de formação do Programa de Música do CCBJ.

A ideia do espetáculo surgiu a partir da percepção do repertório de Chiquinha nas aulas da professora Flávia Soledade. Dessa presença, surgiu uma pesquisa para entender a História do Brasil e da Música Brasileira através de uma figura feminina e negra do século XIX.Com a proposta, as turmas tiveram participação ativa na construção do espetáculo. No total, seis músicas de Chiquinha Gonzaga fazem parte da peça: “Ó Abre Alas”,  “Atraente”, “Não Insistas, Rapariga!”, “O Corta-Jaca”, “Saci Pererê” e “Lua Branca”.

A história de Chiquinha Gonzaga também dialoga com as turmas da Formação Básica de Longa Duração em Música. Aos 11 anos, Chiquinhacompôs a sua primeira música autoral, chamada “Canção dos Pastores”. A compositora também ajudou a inaugurar o termo “maestrina”, na época em que não existia a conjugação feminina para o cargo de maestro.

O espetáculo busca apresentar, de forma lúdica, as realidades vividas por Chiquinha. Contando com piano, instrumentos de percussão e elementos que reproduzem sons como copos, leques e outras caracterizações. “Ao mesmo tempo em que Chiquinha foi criada em uma casa grande, movimentada, com um piano de armário sendo sua maior companhia, também foi socializada na cultura de terreiro, entre cantos, tambores e batuques”, explica Heitor.

Classificação indicativa: Livre.

Acessível em Libras.

Quando: Dia 19, às 18h30, no Cineteatro São Luiz, dia 25, às 19 horas, no Hub Cultural Porto Dragão e dia 30, às 18h30, no CCBJ

Sinopse: Chiquinha Gonzaga foi a primeira Maestrina do Brasil e criou composições que marcaram a História da Música Brasileira. Entre maxixes e tangos, choros e marchinhas, Chiquinha foi a primeira mulher a reger uma Orquestra no país. Teimosa e livre, representa a força da mulher negra no Brasil numa época em que a música e a composição eram consideradas “coisas de homem”. O espetáculo infantil explora o imaginário através da brincadeira e sonoridades, e fala sobre mulheres, negritude, fé e resistência. Abram alas para a menina do piano e dos batuques!



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