
O Núcleo de Saúde Mental da Câmara de Fortaleza (CMFor) encerrou as atividades da campanha Setembro Amarelo com um balanço positivo entre os profissionais que atuam na Casa. Com uma programação dedicada à conscientização, à saúde mental e ao fortalecimento de vínculos entre servidores, colaboradores e comunidade, as ações reforçaram o poder da escuta e do acolhimento no ambiente de trabalho.
A campanha teve início com intervenções visuais no hall do Legislativo, com balões amarelos acompanhados de mensagens de incentivo à vida. Uma caixa de sentimentos foi colocada para que as pessoas pudessem expressar emoções, dar sugestões e compartilhar impressões de forma anônima.

“O objetivo principal das ações, além de ser sobre o Setembro Amarelo, que é falar sobre a prevenção do suicídio, explicar sinais de sofrimento e sobre a valorização da vida, a gente queria ampliar as falas sobre saúde mental, porque o Setembro Amarelo, por mais que seja esse mês pontual, mês alusivo, falar sobre saúde mental e sobre a prevenção do suicídio acontece todos os dias. Então, a gente estava falando de prevenção, da promoção à saúde também, explicando sinais de sofrimento, como isso acontece, onde buscar ajuda, quando procurar ajuda também e ampliar esse cuidado dentro da Câmara”, destaca Larissa Lobo, coordenadora do Núcleo de Saúde Mental.
Para envolver diretamente os setores, a equipe distribuiu as Caixas dos Desafios. A dinâmica percorreu diversos departamentos, sugerindo missões individuais e coletivas para reforçar a empatia, o espírito de equipe e o sentimento de pertencimento. Na etapa de retorno às áreas, a receptividade gerou momentos de forte emoção e aproximação entre os colegas de trabalho.
Cuidado integrado e saúde no ambiente de trabalho
Além das ações interativas, a programação contemplou recursos integrativos e momentos de aprendizado, como:
- Ginástica laboral: sessões focadas na descompressão física e mental no ambiente corporativo.
- Práticas integrativas: oficinas de meditação e aromaterapia utilizadas como ferramentas complementares ao bem-estar emocional.
- Palestra: debates abertos sobre saúde mental conduzidos pela coordenadora Larissa Lobo, ao lado do psiquiatra Dr. Gabriel e do psicólogo Leonardo, representante do programa Pra Vida (UFC).
- Acolhimento temático: Rrodas de conversa e orientação sobre questões sensíveis, incluindo grupos informativos sobre prevenção e tratamento da ludopatia (vício em jogos).
A programação também contou com uma ação em parceria com o Espaço Evoluir, reunindo um grupo de pais para tratar da temática do Setembro Amarelo. O momento foi pensado para abordar a saúde mental a partir do acolhimento, da valorização da vida e do fortalecimento dos vínculos familiares e sociais.

Para Larissa Lobo, as ações superaram as expectativas, especialmente pelo retorno positivo das equipes e pelo progresso na quebra de estigmas em relação ao tema.
“O nosso maior objetivo é fortalecer a cultura de cuidado aqui dentro e que as pessoas soubessem que aqui elas podem procurar ajuda. Recebemos um feedback muito positivo, principalmente na dinâmica das caixas de desafios. Um ponto marcante foi a reaproximação do público masculino, que passou a procurar mais orientação após as abordagens, ajudando a desmistificar a busca por cuidado emocional entre os homens”, afirmou Larissa.
Fotos: Luciano Melo


