sábado, abril 11, 2026
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Comissão de Meio Ambiente realiza vistoria técnica no açude do Jangurussu para avaliar estrutura


Comissão de Meio Ambiente realiza vistoria técnica no açude do Jangurussu para avaliar estrutura

Em uma ação conjunta para garantir a segurança e a preservação ambiental, a Comissão de Política Urbana e Meio Ambiente realizou, na tarde desta sexta-feira (10), uma visita técnica à parede do açude do Jangurussu. A inspeção buscou avaliar o estado da estrutura e coordenar as próximas etapas de manutenção e manejo hídrico da região.

De acordo com o presidente da Comissão, vereador Gabriel Aguiar (PSOL), a iniciativa é uma resposta às famílias que vivem no entorno do açude, preocupadas com o histórico da barragem.

“Estamos aqui representando a Comissão porque a comunidade tem relatado uma preocupação em relação ao potencial de avaria dessa estrutura, que já teve um rompimento histórico nos anos 80. Viemos com órgãos do Executivo, como a Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente, Defesas Civis do Município e do Estado, além do Gabinete da Presidência da República, para ver o estado de conservação. Os vereadores Marcos Paulo e Marcelo Colares, que conhecem bem o território, vão levar essa demanda para a Câmara para que possamos dar os encaminhamentos necessários após essa fiscalização”, destacou Gabriel Aguiar.

O vereador Marcel Colares (PDT),
membro da Comissão, reforçou a importância da presença do Legislativo nos
bairros para mediar conflitos e buscar soluções práticas. Para ele, a situação do
açude exige atenção devido ao histórico recente de chuvas.

“O papel fundamental do vereador é ir até a rua e conversar com a população. Essa questão da barragem tem piorado nos últimos anos. No ano passado, o nível subiu muito e a Defesa Civil esteve no local, mas este ano o risco é ainda maior. Estamos aqui para agregar os serviços do poder público e buscar uma solução definitiva que traga segurança para o povo do Jangurussu”, afirmou o parlamentar.

Outro que também esteve presente foi o vereador Marcos Paulo (PP). Ele destacou que a preocupação da comunidade com o açude é uma demanda histórica, mas que o receio aumentou significativamente após o início das obras nas proximidades. O parlamentar relembrou sua relação pessoal com o local, onde costumava nadar na adolescência, e lamentou a percepção de que a situação está piorando. Diante disso, ele reforçou a importância do acompanhamento técnico.

“O vereador Gabriel já fez todo o estudo, entende dessa questão do meio ambiente, e a gente quer ver como está a situação da barragem hoje, se é realmente por causa da obra, e a gente pediu os devidos encaminhamentos, que é o que a gente vai fazer aqui hoje”, evidenciou o parlamentar.

Um dos pontos centrais da vistoria foi entender como as recentes intervenções urbanas no entorno, como a construção de empreendimentos privados, alteram o comportamento da água. O coronel Haroldo Gondim, da Defesa Civil, explicou que o foco técnico agora é evitar o acúmulo de água entre a parede do açude e as novas construções.

“O medo da comunidade é que novas obras façam alguma alteração no comportamento hidrodinâmico, acumulando água entre a parede do açude e o empreendimento. Já fizemos contatos com a Seuma, Seinf, SRH e outros órgãos para encontrar soluções que façam essa água fluir. É um açude antigo, de 1922, e precisamos de cautela. Primeiro resolvemos o problema do acúmulo de água para, então, mitigar os riscos da barragem em si”, pontuou o Coronel.

Para quem vive essa realidade diariamente no bairro, a visita técnica é uma esperança. Maria Waldirene, dona de casa e moradora da região há 14 anos, relata que o medo aumentou após o aterro de obras vizinhas, que passou a represar a água da chuva em direção às residências. “A construção tem nos causado muito sofrimento porque o aterro é muito alto. Agora, mesmo quando chove pouco, a água entra na nossa casa e fica na porta. O açude sempre teve esse perigo de rompimento, mas a situação da água invadindo as casas não era assim anos atrás. Essa visita traz um pouco de alívio e confiança. Acredito que, com todos esses órgãos unidos, vamos finalmente chegar a uma solução”, desabafou a moradora.

A Comissão de Política Urbana e Meio Ambiente deve elaborar um relatório técnico com base nas observações colhidas, para mediar junto aos órgãos responsáveis obras de mitigação de riscos.

Fotos: José Leomar



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