sábado, março 14, 2026
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Crimes na tríplice fronteira são tema do Caminhos da Reportagem

© REUTERS/Christian Rizz/Direitos reservados

exibe, às 23h, o primeiro episódio da temporada de 2026 do programa

Foz do Iguaçu: crimes na fronteira mais movimenta do Brasil

. A atração apresenta o vai e vem de pessoas e mercadorias na região, além de evidenciar os crimes mais comuns na tríplice fronteira e como eles são combatidos.

A grande Foz do Iguaçu faz fronteira com cinco cidades de dois países: Ciudad del Este, Presidente Franco, Hernandárias e Minga Guazú, localizadas no Paraguai, e Puerto Iguazú, na Argentina.

“É uma região que tem aproximadamente 1 milhão de indivíduos e é uma dinâmica que se faz de fato transfronteiriça”, afirma o professor de Direito Internacional Gustavo Oliveira Viera.

flagrou, em plena luz do dia, um caso de tráfico internacional de drogas. Um homem de 28 anos trazia 3,6 quilos de maconha em um ônibus de linha que partiu do Paraguai e atravessou a fronteira brasileira.

Mais de 30 mil pessoas cruzam, todos os dias, a Ponte da Fraternidade que liga Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, na Argentina. Além disso, 100 mil passam pela famosa Ponte da Amizade, que conecta Brasil e Paraguai.

De acordo com as autoridades locais, o intenso entra e sai torna inviável pedir documento para todo mundo.

A saída é apostar em capacitação e tecnologia. “Nós temos investido em inteligência e no treinamento dos servidores em relação à linguagem não verbal”, explica o auditor da Receita Federal Daniel Messias Linck.

É dessa forma que a Receita tenta barrar outro crime: o tráfico de seres humanos.

“São casos que têm um perfil. Geralmente são pessoas que não sabem dizer exatamente para onde estão indo e que têm uma característica de muito medo”, complementa o auditor.

Já o combate ao tráfico de crianças requer cuidado multidisciplinar. Após se unirem, órgãos públicos e sociedade civil têm colhido frutos da força-tarefa na fronteira. No Paraguai, a repórter Flavia Peixoto conversou com um casal de missionários para entender como o trabalho é feito.

“Nós ajudamos famílias com comida, educação e medicamentos, porque, quando estão bem, elas não são tão suscetíveis ao tráfico”, conta o holandês Jacob Schaafsma.

“Queremos prevenir essa situação com famílias vulneráveis ou disfuncionais. Já tivemos casos de pais e avós que vendem crianças”, diz a venezuelana Nathaly Schaafsma.

Fonte: Agência Brasil – EBC

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