terça-feira, junho 9, 2026
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Cristo Redentor inova com tapete de patchwork no Corpus Christi

Cristo Redentor inova com tapete de patchwork no Corpus Christi

Os tradicionais tapetes de Corpus Christi montados no Santuário do Cristo Redentor, no alto do Morro do Corcovado, na zona sul do Rio de Janeiro, tiveram uma novidade em 2026: foram confeccionados com a técnica do

, que utiliza diversos pedaços de tecidos para formar composições maiores com diferentes cores e estampas.

Depois da celebração religiosa, os tapetes feitos de retalhos de tecidos farão parte de exposições, em locais e datas a serem divulgados.

A montagem dos tapetes de Corpus Christi é uma tradição católica que vem do Século 13

. Na época, os fiéis decoravam as ruas por onde passava a procissão com o Santíssimo Sacramento.

O trabalho com a técnica do patchwork foi realizado por mulheres em situação de vulnerabilidade social de diferentes locais da Região Metropolitana do Rio de Janeiro

, como Seropédica, Nova Iguaçu, Madureira, Irajá, Rocinha, Horto, Cidade de Deus, Santa Teresa, Rio das Pedras e São Gonçalo, atendidas por projetos do Consórcio Cristo Sustentável.

Os tapetes começaram a ser montados no Santuário do Cristo Redentor, na madrugada desta quinta-feira (4), unindo os trabalhos que essas mulheres desenvolveram durante dois meses em 25 oficinas do projeto.

Os mais de 300 quilogramas (kg) de tecidos usados na construção coletiva, que deu origem ao mosaico, foram arrecadados em campanhas e parcerias.

Às 6h30 da manhã desta quinta-feira, o arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta, presidiu a cerimônia de Adoração e Bênção do Santíssimo Sacramento, no Santuário do Cristo Redentor, onde foram expostos os tapetes.

A busca por materiais sustentáveis para a tradicional manifestação religiosa no Cristo Redentor se mantém há mais de dois anos. Em 2024, os tapetes foram confeccionados com borra de café, serragem e casca de ovo, além do tradicional sal.

Os desenhos representaram os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), as Obras de Misericórdia da Igreja Católica e uma imagem de Nossa Senhora, Rainha da Ecologia. Depois da celebração, os resíduos foram levados para compostagem, processo de decomposição de materiais orgânicos que resulta em adubo.

No ano seguinte, em 2025, foram usados cerca de 460 kg de tampinhas plásticas, como forma de reforçar as práticas de economia circular e conscientização ambiental. Após a solenidade, os resíduos foram triturados e usados na produção de banco por meio da técnica de madeira plástica.

Embora não esteja em situação de vulnerabilidade social, a artesã Maria Luíza dos Santos Souza, de 51 anos, gostou de participar da confecção dos tapetes em

, ainda mais porque acredita que não há registros da utilização da técnica neste tipo de produção.

Fonte: Agência Brasil – EBC

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