domingo, março 15, 2026
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Cuidados com gripes sazonais em crianças começam antes do período de maior circulação dos vírus; confira orientações




O período de sazonalidade da gripe, caracterizado pelo aumento dos casos de síndromes respiratórias, pode aumentar a procura por serviços de saúde. No Ceará, principalmente a partir de março, há um crescimento dos casos de gripe, com maior concentração ao longo do semestre. A estação chuvosa, a redução das temperaturas e a maior aglomeração de pessoas contribuem para a circulação e a transmissão de vírus respiratórios.

Por isso é importante, desde já, pensar nos cuidados, principalmente com bebês e crianças. Além do uso de máscara por pessoas sintomáticas, da higienização frequente das mãos e da vacinação em dia, cuidados domiciliares contribuem para reduzir o risco de transmissão. Entre as orientações estão evitar aglomerações com bebês que ainda não possuem o esquema vacinal completo; orientar que irmãos gripados evitem contato direto com bebês lactantes; e evitar visitas de pessoas com sintomas gripais.

A busca pela emergência é indicada em casos de maior gravidade

Diante desse cenário, a infectologista pediátrica Michelle Pinheiro, chefe da Unidade de Vigilância em Saúde do Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), orienta pais e responsáveis sobre a identificação de sinais de gravidade, como: dispneia (desconforto respiratório), dificuldade para se alimentar ou ingerir líquidos e letargia (apatia), e os momentos adequados para buscar atendimento durante a sazonalidade. Confira na entrevista.

Michelle Pinheiro: Febre e tosse são os principais. A febre pode durar de três a cinco dias em quadros virais, sem indicar gravidade. A tosse pode persistir por até três ou quatro semanas após a resolução do quadro respiratório.

MP: A criança pode ser acompanhada em casa, na UBS ou com o pediatra de referência quando apresenta febre sem alteração do estado geral, tosse leve, espirros e corrimento nasal, mantendo boa disposição.

A emergência é indicada em casos de desconforto respiratório, letargia, dispneia, dificuldade para ingerir líquidos ou presença de cianose (coloração azulada ou arroxeada da pele e lábios). Se houver evolução favorável (melhora), os cuidados domiciliares podem ser mantidos. A reavaliação médica é indicada diante de sinais de piora clínica ou retorno da febre.

Fachada da Emergência do Hospital, referência no atendimento pediátrico no Ceará

MP: Não necessariamente. A febre exige avaliação imediata quando está associada a comprometimento do estado geral (fraqueza e fadiga extremas), recusa alimentar, ou quando reaparece após um período sem febre, o que pode indicar infecção bacteriana associada.

MP: Além do uso de máscara por pessoas sintomáticas, da higienização frequente das mãos e da vacinação em dia, alguns cuidados domiciliares ajudam a reduzir o risco de transmissão.

Os cuidados são evitar aglomerações com bebês que ainda não possuem o esquema vacinal completo; orientar que crianças irmãs evitem contato direto com bebês lactantes; garantir que pais ou responsáveis com sintomas gripais utilizem máscara e higienizem as mãos ao cuidar dos bebês; evitar visitas de pessoas com sintomas gripais; e manter a carteira vacinal atualizada.

MP: A vacinação reduz o risco de complicações, internações em terapia intensiva e óbitos. Atualmente, gestantes a partir da 28ª semana podem receber a vacina contra o vírus sincicial respiratório, garantindo proteção passiva ao bebê durante a primeira sazonalidade.

Acompanhado pela mãe, paciente é avaliado por pediatra no Hias

O Hias é unidade de referência em pediatria no Ceará e mantém emergência pediátrica em funcionamento 24 horas, atendendo crianças e adolescentes com demandas clínicas e de maior complexidade, por meio de equipe multiprofissional e estrutura voltada ao atendimento contínuo e regulado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).



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