terça-feira, junho 9, 2026
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Dia Mundial sem Tabaco: novas tecnologias camuflam vapes e são desafio

Dia Mundial sem Tabaco: novas tecnologias camuflam vapes e são desafio

Disfarces tecnológicos ampliam o consumo de cigarros eletrônicos, conhecidos como

,entre os jovens, com perspectiva de aumentar o número de casos de câncer no Brasil. Quem alerta é o diretor executivo da Fundação do Câncer, o cirurgião oncológico Luiz Augusto Maltoni.

O alerta da instituição vai ao encontro do tema da campanha da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Dia Mundial sem Tabaco, lembrado neste domingo (31):

“Desmascarando o apelo, combatendo a dependência de nicotina e tabaco”.

O cigarro eletrônico continua proibido no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Mas,

apesar da proibição da comercialização de

no Brasil desde 2009, o uso desses dispositivos cresceu de forma acelerada. Os produtos são comprados com facilidade em redes sociais,

Números recentes da Receita Federal reforçam a necessidade de se combater esses produtos:

entre janeiro e fevereiro de 2026, foram apreendidas 238.801 unidades de cigarros eletrônicos no país, o equivalente a mais de 4 mil dispositivos por dia, em média.

Vários desses dispositivos não têm cheiro. Em outros são colocados aromatizantes. Muitos, entretanto, têm só o vapor que muitas pessoas nem percebem, o que abre caminho para o vício precoce, formando uma nova geração de dependentes da nicotina.

não pareçam mais cigarros eletrônicos e, muito menos, perigosos à primeira vista, já que ganharam novas formas efunções. Aparecem agora disfarçados ou embutidos em acessórios e integrados ao cotidiano de forma quase imperceptível.

Chamam a atenção, entre outros formatos, os

, moletons com vaporizadores integrados ao tecido. O bocal do dispositivo fica escondido na ponta do cordão do capuz, permitindo que o usuário inale nicotina de forma totalmente discreta.

“De uma maneira totalmente articulada, e muito mal articulada do ponto de vista da ética, criam até casaco com bocal escondido para a pessoa fumar”, critica Maltoni.

Esses disfarcespermitem que o jovem fume o vape dentro do metrô ouna escola, sem que outras pessoas percebam. “Tudo para tornar o jovem viciado”, completa o diretor.

Fonte: Agência Brasil – EBC

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