terça-feira, junho 9, 2026
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Enchentes e alagamentos lideram preocupações ambientais nas capitais

Enchentes e alagamentos lideram preocupações ambientais nas capitais

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Os problemas ambientais que mais afligem moradores de capitais brasileiras atualmente são alagamentos e inundações, de acordo com a pesquisa

Viver nas Cidades: Meio Ambiente e Mudanças Climáticas

, divulgada nesta terça-feira (2) pelo Instituto Cidades Sustentáveis e Ipsos-Ipec.

A preocupação foi manifestada como a principal em Porto Alegre (para 64% dos entrevistados), Goiânia (50%), Belo Horizonte (49%), Recife (41%) e Rio de Janeiro (40%).

Para os habitantes de São Paulo, o que mais exige atenção é a poluição atmosférica (51%). O levantamento, que contabilizou respostas de 3,5 mil entrevistas online, também abrangeu os municípios de Belém, Fortaleza, Manaus e Salvador.

Enchentes e alagamentos também ficam no topo da lista da parcela dos entrevistados com maior nível de escolaridade (43%) e entre as classes A/B (43%) e C (40%). Entre as classes D/E, têm menorimportância (28%).

Já a poluição do ar foi mais citada pelos participantes do levantamento com maior renda familiar

– mais de cinco salários mínimos (39%) e de dois a cinco salários mínimos (37%), na comparação com quem tem renda de até dois salários (31%). Também foi mais indicado pelas pessoas pertencentes às classes A/B (38%) e C (34%), enquanto não é tão lembrado pelas das classes D/E (24%).

O coordenador-geral do Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão, observa uma mudança de percepção sobre a realidade. Segundo ele, anteriormente, as pessoas ressaltavam mais tópicos relacionados à educação e saúde e não tanto a demandas relativas ao meio ambiente.

Abrahão critica a morosidade com que autoridades governamentais apresentam ou tentam apresentar soluções. “Só depois de um fato consumado é que se vai de fato trabalhar a questão”, diz.

Muitas vezes, exemplifica ele com um hipotético dilema entre consertar o asfalto e desenhar um plano de prevenção ambiental, os gestores deixam de priorizar a área ambiental porque não garante a mesma projeção. “Ele [o governante] vai lá e asfalta, porque aquilo dá visibilidade, dá retorno.”

Os pesquisadores registraram as impressões da população sobre os principais impactos das mudanças climáticas em seu dia a dia.

O calor excessivo aparece em primeiro lugar, com 33%, seguido pela poluição do ar (22%). O preço dos alimentos (15%) e as enchentes (11%) aparecem em terceiro e quarto lugares, respectivamente.

A deputada federal e ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima Marina Silva (Rede-SP) participou do lançamento da pesquisa e destacou a necessidade de implementar e sustentar uma série de medidas práticas.

Fonte: Agência Brasil – EBC

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