terça-feira, junho 9, 2026
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Expedição leva atendimento em saúde a ribeirinhos de Rondônia

Expedição leva atendimento em saúde a ribeirinhos de Rondônia

Em uma manhã tranquila de maio, centenas de pessoas se agrupavam em torno da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Calama, um distrito da capital rondoniense, Porto Velho. Elas aguardavam as equipes da expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania, que prestariam atendimento em diversas áreas, em especial desaúde.

A iniciativa, nasexta edição, foi um momento em que as

comunidades ribeirinhas de Porto Velho puderam ter acesso aos mais diversos serviços

. A maioria deles inexistentenas proximidades ou, quando disponível, só por meio deviagens extenuantes, que podem duraraté nove horas.

A iniciativafoi promovida entre os dias 20 e 24 de maio, pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Pesquisa e Conhecimento de Excelência da Amazônia Ocidental e Oriental (INCT-CONEXAO)

, rede nacional e internacional de pesquisadores, instituições científicas, empresas e organizações sociais, em parceria com a faculdade Afya São Lucas, de Porto Velho. No barco, mais de 100 pessoas, entre estudantes, professores e pesquisadores, realizaram ações voltadas à saúde, educação e cidadania.

A expedição percorreu o Rio Madeira, na região conhecida como Baixo Madeira, visitando as comunidades de Calama, Nazaré e São Carlos e levando atendimentodiretoà população, além de atividades educativas e científicas.

Nos dois primeiros dias, o barco atracou em Calama, a maior comunidade da região, onde vivem cerca de 2,3 mil pessoas.

Uma das pessoas que aguardavam atendimento é a agricultora familiar Vânia Caetano dos Reis, de 52 anos, moradora da comunidade Gleba Rio Preto. À

ela contou que para chegar ao local de atendimento levou mais de duas horas e meia navegando pelo rio em uma rabeta (tipo de embarcação pequena). Mas, antes, até chegar àbeira do rio,levou mais de duas horas, percorrendo a cavalo uma estrada de cerca de 12 quilômetros (km).

“Para a gente vir no posto para fazer exame de malária, um exame comum, a gente tem que vir até Calama. É essa a dificuldade, sair de lá para ser atendida e, quando vem um barco desse, com todo tipo de exame e de consulta, a gente tem que aproveitar. Até porque nem sempre a gente fica sabendo. Como é longe, a gente tem essa dificuldade e, às vezes, quando a gente chega, o barco já foi embora”, relatou.

Para conseguir chegar àcomunidade de Calama, Vâniacontou com a ajuda de uma vizinha, a mesma que fez o aviso da chegada do barco.

“Ela soube e eu falei assim: avisa o dia certinho que a gente vai. Eu vim para a casa dela um dia antes e de lá a gente saiu, porque é muito longe. Se eu fosse sair de casa, eu teria que sair meia-noite para chegar aqui umas 7h, e era capaz de nem ter mais vagas”, continuou.

No dia anterior, a agricultora familiar já havia feito o mesmo trajeto para se consultar.

“Ontem eu vim ser atendida por odontologia e o clínico geral, passei também no dentista, por aqui tudo, passei nas belezas também”, disse, se referindo ao atendimento em estética, um dos serviços prestados à população. “Passei também ou também no oftalmologista. Eu sofro da vista desde jovem e como eu mexocom animal, eu andando de cavalo, meu óculos caíam e quebraram”, completou.

Fonte: Agência Brasil – EBC

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