© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
A volatilidade no mercado internacional de petróleo em meio às tensões no Oriente Médio fez o Ministério da Fazenda revisar para cima a projeção de inflação para 2026.
Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (13) pela Secretaria de Política Econômica (SPE), o
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar o próximo ano em 3,7%
, ante estimativa anterior de 3,6%.
a pasta manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,3% para 2026
a atualização reflete principalmente o impacto do aumento no preço do petróleo no mercado internacional, que elevou as projeções de custos de combustíveis no Brasil.
A SPE elevou a estimativa do preço médio do petróleo para US$ 73,09 por barril em 2026, contra projeção anterior de US$ 65,97, alta de cerca de 10,8%.
O aumento foi incorporado às projeções macroeconômicas considerando que parte da elevação dos preços nas refinarias será repassada ao consumidor final.
De acordo com o estudo, o cálculo considera um repasse de 20% a 30% do preço praticado pelas distribuidoras para o valor final dos combustíveis.
Por outro lado, a valorização do real em relação ao dólar ajuda a reduzir parte dessa pressão inflacionária.
A atualização das projeções considera também o comportamento recente do câmbio. A estimativa para a cotação média do dólar em 2026 caiu de R$ 5,43 para R$ 5,32, o que contribui para moderar parte do impacto inflacionário.
Cada alta de 1% no preço do petróleo pode elevar o IPCA em 0,02 ponto percentual
Cada apreciação de 1% do real frente ao dólar pode reduzir a inflação em 0,06 ponto percentual
Além do IPCA, outros indicadores também tiveram revisão:
Fonte: Agência Brasil – EBC