sábado, junho 13, 2026
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Festival do Quilombo Urbano Mineiro Pau celebra Dia Mundial da África

O Festival do Dia da África chegaàterceira edição neste domingo (24), a partir das 9h, no Quilombo Urbano Mineiro Pau, em Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro. O tema da festa é

Da África ao Quilombo Urbano: Africanidades Vivas e Caminhos de Esperança

Organizado pela Obra Social Filhos da Razão e Justiça (OSFRJ), oevento é uma celebração do Dia Mundial da África, que todo25 de maio comemora a fundaçãoda Organização da Unidade Africana (OUA) em 1963, que passou a ser a União Africana em 2002.

Alguns dos principais objetivos da instituição eram encorajar a integração política e econômica entre os estados-membros e erradicar o colonialismo e o neocolonialismo do continente africano.

A produtora cultural da OSFRJJúliaMadeirasalientou que o trabalho da organização tem a característica de ser voltadopara a educação e a cultura antirracista e afrocentrada.

“Como a gente é uma instituição que atua na comunidade Mineiro Pau, em Santa Cruz, na periferia do Rio de Janeiro, o nosso trabalho é centrado em promover educação e cultura no nosso território, principalmente para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade”.

, as 90 crianças e adolescentes atendidos pela entidade têm dificuldade de reconhecer a identidade negra. Por isso, esse eventoestá voltado para a questão da herança africana e afrobrasileira que os ancestrais deixaram no país.

“A gente acredita que, para construir um futuro positivo, é preciso valorizar as nossas raízes e a nossa identidade”. O Festival do Dia da África vai promover para o público a oportunidade de imersão naquilo que a Obra Social Filhos da Razão e Justiça realiza todos os dias da semana ao longo de quase 10 anos de trabalho.

Julia Madeira diz que as crianças e adolescentes que não se reconheciam enquanto pessoas negras, mas como brancos ou “escurinhos”, passaram a entender a importância de valorizar a própriaidentidade.

“É motivo de a gente se orgulhar e, através disso, conseguir construir um futuro melhor para a nossa comunidade. Hoje, eles se reconhecem como pessoas negras e, através do projeto de teatro, se orgulham muito desse processo”.

Haverá uma roda de conversa com o babalaô Ivanir dos Santos e as professoras Mariana Gino e Lavini Castro sobre a importância do Dia da África e das celebrações e reflexões sobre a herança africana para a construção do Brasil.

O público poderá assistir também ao projeto de teatro

Recontando Minha História Preta

, realizado pelas crianças e adolescentes atendidos pela organização, em que são apresentados personagens que não constam da história do Brasil.

Julia Madeira citou, entre elas, Dandara dos Palmares (guerreira negra do período colonial brasileiro), Maria Felipa (combatente brasileira na guerra da Independência do Brasil), Luiz Gama (jornalista, poeta, advogado e abolicionista),

Fonte: Agência Brasil – EBC

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