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Governo estuda restringir crédito a empresas por assédio eleitoral

quinta-feira, novembro 5, 2026

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Governo estuda restringir crédito a empresas por assédio eleitoral

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O governo federal e instituições como o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Tribunal Superior do Trabalho (TST) garantiram, nesta quarta (28), que empresas que cometerem assédio eleitoral, incluindo pressão ou demissões por conta de opiniões políticas, serão punidas com o rigor da lei.

o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que o governo estuda a criação de uma “lista suja” de empresas que cometem assédio eleitoral no Brasil

, incluindo pressão ou demissão por conta de opção política. Segundo ele,

a empresa que cometer essa ilegalidade vai sofrer sanções de restrição de créditos públicos.

Ele informou que uma força-tarefa foi criada para combater esse tipo de violação.

“[O objetivo é]poder, além das providências, ter uma lista que a gente possa mostrar para a sociedade que tem empresas cometendo ilegalidades de eventual crime contra o trabalhador”, afirmou.

Marinho explica que a restrição ocorrerá a partir do Banco Central, que informará a rede financeira do país sobre quem violar o princípio democrático de livre escolha dos representantes.

O procurador regional do trabalho Maurício Coentro Pais de Mellodestacou que

chegaram ao Ministério Público do Trabalho, nos últimos três dias, ao menos 1.140 denúncias de assédio eleitoral

, das 3.080 que ocorreram desde o início da campanha.

“Isso mostra exatamente que quase 30% das denúncias ocorrerampós-processo eleitoral. Isso é uma preocupação muito grande”.

Luiz Marinho disse que não se pode aceitar que um trabalhador seja pressionado e vitimado por demissão ou por não contratação. “Nós não estamos falando de coloração A ou B. O trabalhador tem o direito democrático garantido na nossa Constituição de ter o direito à sua opção política”.

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, destacou que estão sendo atingidos trabalhadores assalariados e profissionais autônomos que divulgam seu trabalho por redes sociais e estabelecimentos comerciais de pequenos portes ou propriedades que manifestaram sua posição política.

“É preciso que o recado seja dado com muita clareza. A resposta para aqueles que praticaram a ilegalidade será dura e rápida, será ágil. E mais: esses empregadores que, infelizmente, tiveram essa conduta, se preocupem. Porque o risco econômico que estão assumindo é muito grande”.

Fonte: Agência Brasil – EBC

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