
A Câmara de Fortaleza (CMFor) avançou, no primeiro semestre de 2026, em iniciativas voltadas à inclusão e à acessibilidade. As ações incluem aquisição de recursos tecnológicos, atividades educativas, produção de conteúdo acessível e medidas institucionais orientadas pela equidade.
Dentre os destaques mais recentes, está a disponibilização de um computador com tecnologia assistiva na Biblioteca José de Alencar da CMFor, iniciativa que, conforme destaca Lívia Vasconcelos, gestora de Inclusão da Casa, é pioneira entre as Câmaras Municipais da região Nordeste do Brasil. A ferramenta permite que usuários com deficiência visual, motora ou outras necessidades específicas utilizem recursos digitais com maior autonomia.

“A tecnologia só faz sentido quando transforma vidas. E foi exatamente isso que buscamos fazer neste semestre no setor de Inclusão da Câmara Municipal de Fortaleza. Cada projeto, cada inovação e cada ferramenta utilizada tiveram um único propósito: derrubar barreiras e aproximar pessoas. Da inteligência artificial à tecnologia assistiva, do braile aos recursos multissensoriais, mostramos que inovar é criar oportunidades para que todos participem, aprendam e sejam respeitados”, relata Lívia Vasconcelos.
A gestora de Inclusão também ressalta que a CMFor se tornou a primeira Câmara do Nordeste a disponibilizar livros em braile em sua biblioteca. O acervo está disponível na Biblioteca José de Alencar, no 2º andar do Anexo da CMFor, na Avenida Rogaciano Leite, nº 1040. O equipamento é aberto ao público e o acervo está disponível para consulta local.
Ações educativas

Na TV Câmara Fortaleza (canal 7.2), o programa “Dicionário da Inclusão” passou a integrar a grade de conteúdos voltados à disseminação de informações sobre direitos, conceitos e práticas inclusivas, por meio de vídeos curtos e educativos. A Casa também lançou uma cartilha sobre a síndrome de Down e um gibi em vídeo para a campanha de conscientização sobre o autismo.
Outro marco destacado por Lívia Vasconcelos foi a produção de um podcast sobre inclusão que entrevistou um personagem com autismo criado por inteligência artificial, com foco na sensibilização do público.
“Mais do que lançar projetos, construímos caminhos para uma inclusão real. Porque quando a tecnologia encontra a empatia, ela deixa de ser apenas inovação e se torna esperança, autonomia e pertencimento”, afirma Lívia Vasconcelos.
No campo institucional, a CMFor foi habilitada para o Selo Prata de Equidade de Gênero e Inclusão, concedido pela Secretaria das Mulheres do Estado do Ceará. A agenda do semestre incluiu, ainda, a primeira “Corrida da Inclusão” da CMFor, integrada ao “Circuito Bora Correr” e realizada em comemoração aos 300 anos da Casa Legislativa.
Lívia Vasconcelos também destaca que a programação do “Nossa Casa é de Todos” em 2026 contou com atividades multissensoriais no stand da Inclusão. Nas edições do evento, foi desenvolvido, ainda, o projeto “Inclusão e Acessibilidade nas Escolas”, voltado à promoção do debate sobre acessibilidade no ambiente escolar.
Acessibilidade na prática

Segundo a assessora técnica jurídica da CMFor, Yanne Sibéria, as entregas do setor de Inclusão vêm ampliando o acesso de pessoas com deficiência às atividades e aos serviços oferecidos pela Casa. “A disponibilização de computadores acessíveis, da biblioteca com livros em braile e da Corrida da Inclusão demonstram uma preocupação em tornar a Câmara um ambiente mais acessível e inclusivo”, exemplifica Yanne.
A assessora também ressaltou que a conscientização de servidores e funcionários e a adaptação de serviços e estruturas fortalecem a acessibilidade e a participação das pessoas com deficiência.
“Também considero muito importante o trabalho de conscientização dos servidores sobre os direitos das pessoas com deficiência, reforçando a importância do respeito às prioridades legais, do atendimento humanizado e da inclusão no dia a dia. Além disso, percebe-se o esforço em adaptar atividades, serviços e estruturas para acolher melhor as pessoas com deficiência, promovendo mais acessibilidade, participação e igualdade de oportunidades”, relata a assessora técnica.
Foto: Luciano Melo
