quinta-feira, setembro 24, 2026
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Infinita Festival de Cinemas Negros e Indígenas abre inscrições para oficinas da 5ª edição


Imagem: Prefeitura de Fortaleza

Estão abertas, até segunda-feira (28/9), as inscrições para as oficinas da Infinita Festival de Cinemas Negros e Indígenas, que acontece em Fortaleza entre os dias 6 e 11 de outubro. As atividades formativas serão realizadas de 6 a 9 de outubro, das 14h às 18h, na Vila das Artes Centro, Vila das Artes – Escola de Música e no Centro Cultural Casa Barão de Camocim.

Com o tema “Dançar no tempo, agarrar a vida”, a quinta edição do evento amplia a experiência cinematográfica para além das telas e propõe encontros entre cinema, artes, memória, ancestralidade, música, território e diferentes formas de criação. As oficinas integram uma programação que também contará com exibições cinematográficas, conversas de cena, rodas de diálogo e encontro profissional.

A programação formativa reúne três propostas conduzidas por artistas e pesquisadores com diferentes trajetórias e perspectivas sobre o audiovisual e os processos de criação. “Ampli_ar Programa de Imaginação Crítica”, com Luli Pinheiro; “Sonharia sonhar: filmes da gaveta”, com Alisson Severino; “O som da pessoa: diálogos entre música, cinema e outras artes”, com Mumutante.

As atividades foram pensadas como espaços de experimentação, troca de conhecimentos e estímulo à criação, aproximando participantes de processos que atravessam o cinema e dialogam com outras linguagens artísticas. “A proposta reforça uma das características centrais da Infinita: compreender o festival não apenas como espaço de exibição, mas também como território de encontro, formação e construção coletiva de pensamento”, afirma o Coordenador Artístico do evento, Clébson Francisco.

As inscrições devem ser realizadas no site oficial do evento e as vagas são limitadas. Os interessados devem consultar o canal oficial para informações sobre critérios de participação, formulário de inscrição e orientações específicas de cada oficina.

Oficinas

Ampli_ar Programa de Imaginação Crítica, ministrado por Luli Pinheiro

A oficina propõe uma investigação sobre o cinema como campo aberto ao encontro com outras linguagens, saberes e modos de imaginar o mundo. A partir da apresentação e da análise coletiva de obras audiovisuais em múltiplos formatos como vídeo performance, videodança, clipes e outros, serão discutidas as relações entre imagem, corpo, som, memória, território, tecnologia, ancestralidade e imaginação política. O percurso parte da ideia de que fazer cinema também pode significar criar dispositivos de encontro, produzir memória, elaborar imaginários e experimentar outras formas de relação com o mundo. Ao aproximar cinema, artes da cena, artes visuais, música e outras linguagens, a oficina pretende criar um espaço de pensamento sobre as escolhas que envolvem uma obra: o que vemos, quem pode produzir imagens, de onde essas imagens partem, que mundos elas imaginam e que relações elas são capazes de produzir, buscando, assim, deslocar as fronteiras convencionais do fazer cinematográfico e pensar a própria linguagem como espaço de experimentação, pesquisa, partilha e criação.

O som da pessoa: diálogos entre música, cinema e outras artes, ministrado por Mumutante

A atividade convida a um percurso por variadas produções do audiovisual cearense, estimulando reflexões sobre as maneiras pelas quais a convergência entre múltiplas
linguagens artísticas e o corpo pode impulsionar novos rumos criativos. Investigando as relações em que a sonoridade se converte em cena e o visual estrutura narrativas, os encontros articulam vivências e práticas reflexivas. Ao entrelaçar corpo, áudio e linguagem visual, a iniciativa propõe um itinerário que parte da escuta e da imagem para tecer histórias coletivas.

Sonharia sonhar: filmes da gaveta, ministrado por Alisson Severino

A oficina propõe um espaço de retomada e reativação de projetos audiovisuais interrompidos, engavetados ou não finalizados. Ao longo de 12 horas, divididas em três encontros de quatro horas, os participantes serão convidados a revisitar seus projetos, identificar os motivos que levaram à paralisação e experimentar novas possibilidades de desenvolvimento. A proposta combina conteúdo teórico, exercícios práticos e análise coletiva de projetos, criando um ambiente em que cada participante possa apresentar seu trabalho, compartilhar dificuldades e receber devolutivas do professor e da turma.

Sobre o Festival e a Breu 

A Infinita Festival de Cinemas Negros e Indígenas surgiu a partir do desejo de preencher lacunas curatoriais existentes no circuito cinematográfico de Fortaleza e de criar espaços de discussão sobre o fazer-cinema a partir de obras que tensionam formas tradicionais de representação.

Mais do que reunir filmes em uma programação, o festival procura criar situações de encontro entre imagens, corpos, vozes, territórios e memórias. A formação, nesse contexto, ocupa lugar estratégico ao aproximar o público dos processos de criação e estimular novas possibilidades de produção e reflexão.

A programação acontece em diferentes espaços culturais de Fortaleza, fortalecendo a circulação do festival pela cidade. Além das oficinas, o público poderá acompanhar sessões de filmes, debates, conversas de cena e encontros voltados à reflexão sobre cinema, arte, memória, território e políticas de vida.

A 5ª Infinita Festival de Cinemas Negros e Indígenas é uma realização da Breu e do Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, integrando a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). Tem o apoio do Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura, da Escola Porto Iracema das Artes, e do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, via Cinema do Dragão; e do Instituto Dragão do Mar (IDM). Conta ainda com o apoio da Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal da Cultura (Secultfor), do Centro Cultural Casa do Barão de Camocim, da Vila das Artes e do Instituto Cultural
Iracema.

A Breu atua na economia criativa e na produção cultural e está sediada no Ceará. Interessada no cruzamento entre cinema, artes visuais, memória e patrimônio, produz programas formativos, mostras e festivais audiovisuais, filmes, exposições, publicações, residências artísticas, laboratórios de criação e programas de pesquisa.
Iniciada em 2017, a BREU nasce com o desejo de conectar pessoas e ampliar relações sobre arte e pensamento, atuando sobretudo em Fortaleza e Baturité, no Ceará, em conexão com o mundo através do Nordeste do Brasil.

Programação

Ampli_ar Programa de Imaginação Crítica, ministrado por Luli Pinheiro
Data: 6 a 8 de outubro
Horário:14h às 18h
Local: Centro Cultural Casa Barão de Camocim (Rua General Sampaio, 1632 – Centro)

O som da pessoa: diálogos entre música, cinema e outras artes, ministrado por Mumutante
Data: 7 a 9 de outubro
Horário: 14h às 18h
Local: Vila das Artes – Escola de Música (Rua Padre João Piamarta, 262 – Bom Futuro)

Sonharia sonhar: filmes da gaveta, ministrado por Alisson Severino
Data: 7 a 9 de outubro
Horário: 14h às 18h
Vila das Artes (Rua 24 de Maio, 1221 – Centro)

📰 Fonte Oficial:

Prefeitura de Fortaleza

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