domingo, junho 14, 2026
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Investimento em cultura qualifica e emancipa, diz Margareth Menezes

Investimento em cultura qualifica e emancipa, diz Margareth Menezes

, Margareth Menezes, destacou os saberes tradicionais e populares que atravessam gerações e permitem um modo de vida aliado à preservação da

6ª edição da Teia Nacional dos Pontos de Cultura

O encontro em Aracuz, no Espírito Santo,teve como tema a justiça climática, além de extensa programação de terça-feira (19) até este domingo (24).

“Já existem exemplos demais de como destruir a natureza, mas existem muitas memórias também de como preservar.”

Representantes dos povos indígenas, comunidades quilombolas, ribeirinhas e periféricas puderam discutir, junto a autoridades de governo, caminhos para mitigação dos efeitos da crise climática a partir das culturas tradicionais.

Em entrevista à Agência Brasil, Margareth Menezes ressaltou ainda que o investimento em cultura tem potencial de qualificação e emancipação, inclusive no aspecto financeiro.

“Quem faz a cultura é o ser humano. É um investimento que tem uma potência de mudança, de qualificar, também de emancipar, [com] mais geração de emprego e renda.”

Veja os principais trechos da entrevista:

pela Justiça Climática. Como a cultura pode incidir na justiça climática?

– Podemos trazer as linguagens das artes e da cultura para auxiliar numa mudança de comportamento do ser humano em relação à natureza e às fontes naturais que precisamos tanto para viver.

Já existem exemplos demais de como destruir a natureza, mas existem muitas memórias também de como preservar.

Está mais do que na hora de começarmos a botar luz nesses exemplos de como preservar, e os povos originários, os povos de terreiro e outras linguagens culturais trabalham isso, dando à natureza a importância que ela precisa ter para nós. Nós é que precisamos da natureza viva para estarmos vivos também.

A cultura é uma grande ferramenta para isso e existem exemplos dentro das práticas culturais, especialmente desses povos, de como conviver com a natureza, [como] na maneira de vestir, na maneira de comer, na maneira de se relacionar.

– Qual é a importância de valorizar as culturas dos povos originários, que estão bastante presentes nesta edição da Teia?

– Esses grupos trazem identidade da cultura brasileira, que tem, na sua base, tanto as culturas dos povos originários – que estão ainda resistindo bravamente e dando a sua colaboração para nossa identidade como sociedade – e também dos povos de matriz africana.

Fonte: Agência Brasil – EBC

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