No mês do “Janeiro Branco”, campanha dedicada à conscientização sobre saúde mental, a Câmara Municipal de Fortaleza evidencia o trabalho do Núcleo de Saúde Mental, que atua em parceria com a Gestão de Inclusão para ampliar o cuidado voltado às pessoas com deficiência.
A gestora de Inclusão da CMFor, Lívia Vasconcelos, abordou o conceito de “fadiga de acesso” ao tratar da relação entre acessibilidade e saúde mental. “Quando a gente fala sobre saúde mental da pessoa com deficiência, a gente lembra de um termo chamado ‘fadiga de acesso’, que é quando a gente cansa da falta de acessibilidade, da falta de inclusão, da falta de pertencimento e de reconhecimento. Então, a gente está cansado de ter sempre de pedir, exigir e explicar”, afirmou.
Segundo Lívia, quando instituições públicas acolhem e dão visibilidade às pessoas com deficiência, como é o caso da Câmara Municipal de Fortaleza, o impacto é direto na saúde mental e na qualidade de vida. “A partir do momento que uma Casa Legislativa nos acolhe e nos dá visibilidade, a gente pode ter uma saúde mental melhor e uma vida melhor. A gente se sente pertencente ao espaço”, relatou.
Ela também falou sobre a importância de ampliar esse olhar para o público com deficiência. “É muito importante a saúde mental ter esse olhar para pessoas com deficiência, porque somos um grande quantitativo. Somos raros, mas somos muitos. E nada melhor do que ter esse olhar para a gente também, que a gente já se sente muito invisível. Ter esse olhar da saúde mental para nós, que passamos mais desafios do que o comum, é maravilhoso”, afirmou.
Já a coordenadora do Núcleo de Saúde Mental da CMFor, Larissa Lobo, reforçou o compromisso da equipe em oferecer um atendimento inclusivo e adaptado. “A equipe de Saúde Mental da CMFor oferece um atendimento individualizado, inclusivo e adaptado às necessidades específicas das pessoas com deficiência. Esse cuidado envolve o uso de comunicação acessível, o respeito às diferentes formas de expressão e ao tempo de cada usuário, além da construção de um ambiente seguro e acolhedor”, afirmou.
Larissa destacou que a equipe também atua em articulação com o Centro de Promoção à Saúde do Servidor (CPSS) para garantir o cuidado em rede e ampliar as possibilidades de acompanhamento integral.
Para a Coordenadora do Núcleo, o respeito às diferenças, a empatia e o compromisso coletivo são princípios para uma sociedade mais justa e humana. E a inclusão deve estar presente em todas as etapas, desde a orientação até a oferta do serviço. “Falar sobre saúde mental de forma acessível e inclusiva é essencial para romper estigmas, promover equidade e garantir que todas as pessoas tenham acesso à informação e ao cuidado. Quando a linguagem e as práticas são inclusivas, ampliamos o alcance das ações em saúde mental e fortalecemos o reconhecimento do cuidado como um direito”, afirmou.
Agendamento
Os funcionários da CMFor podem agendar atendimento no Núcleo de Saúde Mental por meio do Centro de Promoção à Saúde do Servidor (CPSS). O agendamento pode ser feito presencialmente, na sede da CMFor, Rua Dr. Thompson Bulcão, 830, ou pelos telefones: (85) 3444-8447 e (85) 9960-84379 (WhatsApp).
Foto: Érika Fonseca/CMFor