sábado, junho 13, 2026
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Mascotes do Mundial incluem a águia-careca, animal salvo de extinção

© Reuters/Eloisa Sanchez/Arquivo/Proibida reprodução

A Copa do Mundo começou nesta quinta-feira (11),com duas partidas no México. Fora dos campos,as mascotes do torneio começam a encantar opúblico. Os bonecos do alce Maple, da onça-pintada Zayu e da águia careca Clutch estão à venda em uma variedade de sites e preços na internet e em mercados populares.

Os bichinhos criados pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) simbolizam cada uma das três sedes da competição deste ano: Canadá, México e Estados Unidos e fazem parte da tradição do Mundial. Os animais fazem referência à cultura e identidade dos países e têm o objetivo de engajar torcidas e o público infantil, segundo a Fifa.

Devido ao seu grande porte, a mascote Maple (um alce)é um goleiro dedicado. Ele curte música,

e viagens pelo Canadá. O nome é uma homenagem à folha vermelha da árvore Maple, símbolo nacional (está presente na bandeira do país) eda qual se extrai um xarope típico. O Mapleveste uniforme vermelho e foi concebido segurando uma bola de futebol.

Simbolizando o México está a onça-pintada Zayu, natura das selvas do sul do país da América do Norte.Ela representa a herança cultural, a dança e a gastronomia, além do espírito vibrante daquele país. Em campo, Zayu é o atacante, exibe engenhosidade e agilidade. A mascote veste uniforme verde e também segura uma bola. A espécieestá ameaçada de extinção no México, mas há esforços em andamento indicando aumento da população desses animais, segundo a organização Aliança Nacional para a Conservação do Jaguar (ANCJ).

A águia-careca Clutch nutre um espírito livre, busca aventuras, além de ser uma líder otimista. Representando os Estados Unidos, é uma meio-campista, capaz de mobilizar um time. Clutch, como todos os grandes jogadores nesta posição, une as pessoas, destacou a Fifa sobre a mascote, de cor azul, representada com a bola nos pés.

Símbolo dos Estados Unidos, a águia-careca era considerada um animal sagrado pelos indígenas, que utilizamsuaspenas em rituais de celebração. A avejá enfrentou ameaça de extinção, mas foi protegidapor ações de conservação da espécie, incluindo proibição de uso de um pesticida.

A tradição de mascotes da Fifa começou em 1966, na Inglaterra, com o leãozinho Willie, que vestia uma bandeira do Reino Unido com a palavra Copa do Mundo. Na Copa do México (1970) – a primeira edição do Mundial no país -a mascote era Juanito: um menino que usava um sombrero típico, mas que foi criticado por estereotipar aquela cultura.

A Copa do Mundo no Brasil (2014)também teve a sua mascote, o Fuleco. O tatu-bola, apesar da fama internacional, ainda corre risco de extinção por aqui. O pequeno mamífero teve o status reclassificado de “vulnerável” para “em perigo”, na

lista vermelha da fauna brasileira.

De acordo com a Associação Caatinga, um entidade não-governamental, que mantém um programa de conservação do tatu-bola, a perda de habitat causada pelo desmatamento, queimadas e pela caça são as principais ameaças ao bichinho. Para atacar o problema, no último dia 10, o

governo federal ampliou o Parque Nacional da Serra das Confusões

, no Piauí, para 916 mil hectares, o que foi considerado fundamental para proteger o habitat do Fuleco.

A caça ao tatu-bola é parte da cultura regional e um perigo para o bicho. “A gente chegava nos lugares e perguntava às crianças: quem comeu tatu no último ano? Todo mundo levantava a mão”,

Fonte: Agência Brasil – EBC

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