domingo, junho 14, 2026
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Mortalidade materna: Brasil ainda perde centenas de mulheres por ano

Mortalidade materna: Brasil ainda perde centenas de mulheres por ano

O Brasil ainda perde centenas de mulheres por anodurante a gestação ou emum período de 42 dias após o fimda gravidez.

A razão de mortalidade materna no paísé de 56,4 a cada 100 mil nascidos vivos, segundo os últimos dados disponíveis, de 2024. Isso significa que, apenas neste ano, foram registrados 1.347 óbitos. A meta do país é chegar a 30 mortes a cada 100 mil nascidos vivos até 2030.

Os dados são do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM-Datasus), consultados no Observatório da Saúde Pública. A maioria dessas mortes, nove emcada dez, é evitável,segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)

Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna

, data que tem como objetivo reforçar a importância de ações sobre asaúde das mulheres em sua integralidade e de reforçar os direitos da gestante e puérpera.

A chefe da Unidade da Saúde da Mulher da Maternidade Escola Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Maria Isabel Peixoto, reforça que um atendimento de qualidade oferece mais segurança àgestante.

“A gente sabe que com um pré-natal bem feito, dequalidade, de preferência o mais precoce possível para pegar todas as variáveis, conseguimos, na grande maioria das vezes, entregar uma paciente pronta para um parto monitorizado num local comboa assistência e com um desfecho favorável”, diz.

A unidade é referência no atendimento principalmente de casos de alto risco. “Aqui na maternidade a gente consegue fazer um trabalho de boa qualidade para perpetuar o conhecimento e dar boa assistência aos pacientes”, reforça.

no Brasil, entre as obstétricas diretas, são as síndromes hipertensivas, hemorragias, infecções puerperais e complicações do aborto. As causas obstétricas diretas são responsáveis por 66% das mortes maternas no país.

A técnica de enfermagem Fernanda Lopes de Almeida, 41 anos, é uma das pacientes da maternidade. Grávida de 18 semanas, ela é acompanhada por causade um quadro de hipertensão e pelo histórico de diabetes gestacional em gravidez anterior.

Na maternidade, foi orientada a mudar os hábitos de alimentação, fez exames e faz acompanhamento constante. “Sou muito bem atendida, me sinto segura”, diz. “Foi difícil essa adaptação [da alimentação] e até a conscientização. Agora, acho queestou curtindo bem melhor a gestação, uma fase mais tranquila”.

Além dos médicos, uma equipe de diferentes profissionais é importante para garantir o atendimento adequado às mulheres, defende o enfermeiro obstétrico Renné Costa, membro do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).

“A gente precisa acreditar muito na multidisciplinaridade das profissões. Cada uma no seu quadrado, cada uma fazendo o seu papel, mas todo mundo centrado nos objetivos que, nesse caso , são a mãe e o bebê”.

Renné Costa diz que tem assistido e participado de muitas experiências positivas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Como enfermeiro obstétrico, Renné Costa já fez mais de 5 mil partosdesde 2009, a maioria no Hospital Municipal de Viçosa, em Alagoas. Com pouco mais de 26 mil habitantes, Viçosa é referência nessa área para maisnove municípios alagoanos.

Fonte: Agência Brasil – EBC

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