terça-feira, março 17, 2026
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"O novo sempre vem", diz fundador do Rec-Beat nos 30 anos do festival

Considerado como um dos principais polos de resistência cultural e de janela para a música independente e multicultural no país, o

Festival Rec-Beat chega aos seus 30 anos mantendo vivas a vitalidade e inquietação que marcaram sua origem.

Fundado em 1995 por Antonio Gutierrez, o Gutie, o Rec-Beat construiu, ao longo de sua história, uma trajetória pautada pela diversidade, onde diferentes públicos, estéticas e gerações se encontram em meio ao frenesi das troças, do frevo e dos maracatus que agitam o Carnaval pernambucano.

O Festival começou no sábado (14) gordo de Carnaval e vai até a terça-feira (17).

Nesses dias, o Cais da Alfândega, no Recife, se transforma em um território onde a regra é a experimentação, já que o festival se consolidou como um espaço de descoberta e circulação de novas ideias musicais, unido pelo diálogo entre tradições e vanguardas.

, que faz um diálogo entre cenas do Brasil, da América Latina e da África, estão artistas como NandaTsunami, AJULLIACOSTA, Carlos do Complexo e Jadsa, que se somam a feras como como Djonga, Johnny Hooker, Chico Chico, Josyara e Felipe Cordeiro – que celebra 20 anos de carreira como um dos pioneiros na fusão de sonoridades amazônicas, dividindo o show com Layse, nome emergente da cena paraense.

Para falar um pouco sobre o festival, um catalisador cultural que conecta modernidade e ancestralidade, a Agência Brasil bateu um papo com o fundador do Rec-Beat, Gutie.

Ele contou um pouco sobre a dinâmica do festival, seus causos e fez algumas observações sobre a cena dos festivais independentes no país.

Queria que você começasse falando dos 30 anos de Rec-Beat. Como o festival foi pensado para esse ano de comemoração?

Olha, a gente sempre tem esse desafio, de fazer o festival a cada ano. A gente, na verdade, manteve muito o conceito do festival. Uma das novidades que a gente está fazendo nesses 30 anos, além, evidentemente, de mexer no baú da memória, foi buscar muito da história do festival. Até foi uma coisa surpreendente, que a gente começou a encontrar muito conteúdo, começou até a gerar um conteúdo histórico do festival nas nossas redes. Está sendo bem interessante revisitar isso.

Eu tinha uma ideia, já há algum tempo, que vinha acontecendo no festival, que é a presença eletrônica na nossa programação. Eu queria muito ter uma coisa mais focada ainda, trazendo DJs, tudo. Então, neste ano, eu concretizei uma ideia de criar um selo: é um evento mesmo que a gente quer dar continuidade, chamado Moritz.

A gente abriu a primeira noite do festival com uma programação só voltada para DJs nacionais, locais e internacionais, e já com a perspectiva do Moritz se tornar também um evento autônomo com o tempo, podendo acontecer associado ao Rec-Beat e também pode acontecer de uma forma independente.

Essa é uma, como eu te disse, é uma ideia que eu tinha alimentando já há um tempo, que a gente concretizou agora. E no mais, a gente manteve a ideia do festival da diversidade, de buscar relevância em todas as regiões do Brasil.

E também a gente que vem fazendo há vários anos essa questão de olhar para a América Latina, para a África. Então, esse é o resultado da programação que a gente conseguiu montar nesses 30 anos.

Você falou sobre manter a identidade do festival. Conta um pouquinho como foi essa ideia de criar o festival? Como surgiu?

Fonte: Agência Brasil – EBC

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