Para qualificar o atendimento a pessoas autistas nos equipamentos sociais e garantir acesso mais ágil aos seus direitos, a Secretaria da Proteção Social (SPS) realizou, nesta terça-feira (14), uma capacitação para assistentes sociais de 22 equipamentos da Pasta.
A iniciativa integra o programa Ceará TEAcolhe. “Rede Intersetorial de Acolhimento e Garantia de Direitos” é um projeto piloto desenvolvido em cooperação com a Defensoria Pública do Ceará, com o objetivo de estruturar uma rede intersetorial mais eficiente, com fluxos definidos e encaminhamentos mais resolutivos.
O momento aconteceu no auditório da SPS, e contou com a presença do secretário-executivo da Infância, Família e Combate à Fome da SPS, Francisco Ibiapina, da coordenadora do Programa Mais Infância Ceará, Dagmar Soares, da defensora pública e supervisora do Núcleo de Direitos Humanos e Ações Coletivas (NDHAC), Mariana Lobo, e da defensora pública e supervisora do Núcleo de Defesa da Saúde (Nudesa), Karinne Matos.
Na ocasião, o secretário-executivo da Infância, Família e Combate à Fome da SPS, Francisco Ibiapina destacou o papel estratégico dos equipamentos sociais, que diariamente recebem demandas complexas de famílias atípicas atendidas nas unidades. “A gente acolhe famílias, crianças, e verifica situações que precisam ter uma tomada de decisão. Como a gente pode acolher e encaminhar as demandas daquela família”, explicou.
A parceria com a Defensoria Pública, segundo ele, fortalece esse processo ao permitir encaminhamentos mais diretos e qualificados. A expectativa é que, com a nova proposta, o atendimento seja mais ágil desde o primeiro contato, com registro adequado das informações e acesso facilitado aos direitos.
Ela destaca ainda que a qualificação contribui para aprimorar a escuta e os encaminhamentos. “Como profissionais que estamos na ponta, a gente consegue se capacitar ainda mais para dar ao nosso público uma qualidade de atendimento, uma escuta qualificada, uma orientação”, completa.
Assistente social no Centro Comunitário Santa Terezinha, Erlane Fontenele também enfatizou o impacto prático da iniciativa. “Agora vamos ter um lugar para referenciar diretamente. Então, a gente vai poupar o beneficiário de fazer todo esse trajeto. Às vezes a gente orienta, encaminha, mas no meio do percurso eles acabam se perdendo. E aí às vezes não vão, desistem, vem alguma burocracia”, explicou.
A formação contou com conteúdos sobre compreensão do TEA, estratégias de acolhimento familiar, direitos assegurados por lei e, principalmente, apresentar o fluxo interinstitucional entre SPS e Defensoria. Também serão realizados estudos de caso, aproximando a capacitação da realidade vivenciada nos atendimentos.
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