sábado, março 14, 2026
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Parque Nacional da Tijuca recebe primeira soltura de araras-canindés

Parque Nacional da Tijuca recebe primeira soltura de araras-canindés

A plumagem colorida das araras-canindés voltou ao céu da cidade do Rio de Janeiro com a realização da primeira soltura da espécie na capital fluminense, onde ela era considerada extinta.

Foi no início deste mês de janeiro que aorganização da sociedade civilRefauna, com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), libertoutrêsfêmeasda espécie, que receberam os nomes de Fernanda, Suely e Fátima.Os pássaros foram reintroduzidos no Parque Nacional da Tijuca.

“Não tem mais população de araras-canindés [no Rio]”, disse à

a bióloga do Refauna e coordenadora de reintrodução das araras, Lara Renzeti. “Essa foi a primeira e, até agora, a única soltura dessa espécie de aves no Rio de Janeiro”.

O nome Fernanda foi escolhidopara homenagear a atriz Fernanda Torres, que estrelou o premiado filme

Já Fátima era a personagem dela no seriado

, em que Andréa Beltrão interpretava sua parceira Suely.

As aves vieram do Parque Três Pescadores, localizado em Aparecida, no interior de São Paulo, onde fica o Refúgio das Aves, centro de acolhimento e reabilitação de animais silvestres que não apresentam comportamento de domesticação.

Uma quarta arara também seria liberada, mas precisou de mais tempo sob cuidado especializado. Chamado de Selton, em homenagem ao ator Selton Mello, que interpretou Rubens Paiva no filme premiado, o exemplar macho que fazia parte do grupo não pôde passar pela aclimatação necessária para a solturaporque ainda se recupera de uma infecção pulmonar não contagiosa. A medicação usada no tratamentoenfraqueceu as penas das asas de Selton, que terá de aguardar a criação de novas penas para poder voltar a voar.

Com isso,Selton deverá aguardar a chegada de novo grupo de quatro ou seis novas araras-canindés, para passar pelo processo de aclimatação e posterior soltura.

Lara Renzeti acredita que o novo grupo deverá chegar ao Parque Nacional da Tijuca por volta de março próximoe, após um períodode quatro a seis meses, as araras-canindés deverão estar aptas para serem soltas entre agosto e setembro deste ano.

No primeiro grupo, o treinamento atrasou sete meses, devido ao problema de saúde deSelton.

As novas araras já têm possíveis ideias de nomes, mas eles serão divulgados posteriormente, disse a bióloga, que guardou segredo.

As araras-canindés chegaram ao Parque Nacional da Tijuca em junho de 2025, onde ficaram abrigadas em um recinto dentro da floresta, para que pudessemse acostumar aos sons e aos cheiros de sua nova casa.

“E a gente começa a ensinar a elas algumas coisas, como treinamento de voo que, além de facilitar que a gente consiga manejá-las, é como se fosse um exercício diário que elas fazem para ter musculatura peitoral que precisam para o voo e um condicionamento bom”, informou Lara.

Fonte: Agência Brasil – EBC

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