quarta-feira, setembro 16, 2026
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Pesquisadores encontram plantas consideradas extintas há 30 anos

Algumas espécies de plantas raras e presumivelmenteextintas da natureza há mais de 30 anos foram encontradas recentemente por um grupo de pesquisadores na região do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais.

descobertas ocorreram em áreas protegidas e mantidas pela Vale e fazem parte do Projeto de Conservação de Espécies Raras e Endêmicas do Quadrilátero Ferrífero

, desenvolvido por universidades, instituições de pesquisa e a Vale dentro da Rede Propagar.

“Esse projeto envolve ir a campo nos locais onde essas plantas ocorrem e procurar por essas plantas na natureza. Algumas plantas que a gente tinha na nossa lista de espécies-alvo não eram vistas há mais de 100 anos e eram consideradas potencialmente extintas”, explicou Laís Zeferino, doutora em biologia vegetal e pesquisadora associada da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

“Mas fazendo esse trabalho de ir procurar por essas plantas, a gente acabou encontrando-as na natureza e redescobrindo-as novamente”, acrescentou a pesquisadora.

Entre esses achados, estão a Paepalanthus magalhaesii e a Coracoralina amoena, popularmente conhecidas por “sempre-vivas” ou “chuveirinho”, espécies típicas das paisagens das serras de Minas Gerais e que são conhecidas por suas flores que mantêm a aparência mesmo depois de secas.

“Essas plantas são específicas do Quadrilátero Ferrífero, onde a gente tem aquela vegetação em um solo ferruginoso, que é aquela terra bem vermelha, que só tem aqui em Minas Gerais”, explicou Laís.

Segundo Patrícia Favoreto Renci, engenheira agrônoma e gerente de propagação da Rede Propagar, essas plantas são endêmicas, ou seja, só ocorrem nessa região, e têm grande importância para a biodiversidade.

“São plantas que conseguem sobreviver em condições de temperatura e de estresse relacionado a estresse hídrico e estresse térmico, condições a que outras plantas não conseguiriam sobreviver”, disse.

“Elas são importantes para a preservação desses ecossistemas e também poderiam ser utilizadas na genética, na biotecnologia, na farmacologia e na preservação desses ambientes”, acrescentou.

A Paepalanthus magalhaesii, que parece um minúsculo pompom espalhado entre as rochas, cresce rente ao chão e só ocorre na região do Quadrilátero Ferrífero.

Por décadas se acreditou que ela poderia ter desaparecido da natureza, mas recentemente os pesquisadores conseguiram encontrá-la em áreas protegidas denominadas como Capanema, Capivari I, Capivari II e Cata Branca, entre as cidades de Itabirito, Rio Acima e Ouro Preto.

A Coracoralina amoena, que também só existe nessa região, é uma das plantas mais raras, vivendo apenas em um ambiente muito especial, em áreas de rochas

, onde o solo é fino, o sol é intenso e a água é escassa durante boa parte do ano.

Essa espécie chegou a ser apontada na literatura científica como uma planta possivelmente desaparecida da natureza.

Fonte: Agência Brasil – EBC

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