terça-feira, maio 5, 2026
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Professora indígena fortalece educação antiracista com imersão em sala temática indígena no Siqueira


Professora indígena fortalece educação antiracista com imersão em sala temática indígena no Siqueira

Imagem: Prefeitura de Fortaleza

A fotografia mostra a professora e os estudantes em uma sala de aula usando adereços indígenas
A proposta do projeto “Brasil: Território de Vida e Resistência” visa consolidar uma abordagem intercultural e crítica dos contextos sócio-culturais brasileiros

Com a finalidade de envolver a comunidade escolar em práticas pedagógicas que fortaleçam a interculturalidade e a educação antiracista, a Escola Municipal Professor José Círio Pereira Filho, no bairro Siqueira, desenvolve até sexta-feira (08/05), uma vivência em sala temática indígena.

A proposta do projeto “Brasil: Território de Vida e Resistência” desenvolvido pela escola, que recebeu o Selo Escola Antirracista por três anos consecutivos, visa consolidar uma abordagem intercultural e crítica, possibilitando aos estudantes compreenderem o seu país como um espaço marcado por lutas, memórias, culturas e processos de resistência dos povos indígenas brasileiros.

Em março, a Prefeitura Municipal de Fortaleza lançou um pacote de ações voltadas para o enfrentamento do racismo nas escolas da rede municipal. Na ocasião, foram entregues premiações às escolas contempladas com o Selo Escola Antirracista 2025. Ao todo, três unidades de cada Distrito de Educação foram selecionadas, com premiações nos valores de R$ 20 mil (1º lugar), R$ 10 mil (2º lugar) e R$ 5 mil (3º lugar).

Mônica Costa, coordenadora de Diversidade e Inclusão da SME, ressalta que o trabalho com a história e cultura dos povos indígenas e afro-brasileiros é desenvolvido de forma contínua ao longo de todo o ano letivo, em consonância com a legislação vigente. Essas ações são fortalecidas e intensificadas especialmente nos meses de abril e novembro, períodos simbólicos que potencializam reflexões, vivências e práticas pedagógicas voltadas à valorização da diversidade, à promoção da equidade e ao enfrentamento do racismo no contexto escolar.

A professora Mestre Márcia Bezerra, indígena do povo Pitaguary, desenvolve atividades e práticas pedagógicas pautadas na interculturalidade e na educação antirracista. Com isso, os estudantes são envolvidos na temática indígena. Foi desenvolvido um projeto entre os meses de fevereiro e março do corrente ano, com turmas dos 4º anos, realizando várias atividades como pesquisas, rodas de conversa, exibição de vídeos e produção de materiais. Esse conjunto de ações culminou na construção de uma vivência intercultural durante o Abril Indígena, materializada na exposição temática “Brasil: Território de Vida e Resistência”.

Exposição em sala temática

A atividade consolidou-se com a abertura da exposição em uma sala temática com a participação especial do grupo de crianças – Ybá Horto, do povo Pitaguary, e do Cacique Abias Bezerra, da Aldeia Horto, proporcionando uma experiência formativa enriquecida pelo contato direto com práticas culturais vivas, como o grafismo indígena, os cânticos tradicionais e a dança do Toré. Essa vivência aproximou os estudantes das expressões culturais e identitárias desse povo, evidenciando que a resistência também se constrói por meio da visibilidade cultural.

A exposição em uma sala ambientada na temática indígena reúne diversos elementos que evidenciam a riqueza cultural desses povos. Entre os materiais expostos, destacaram-se fotografias, alimentos tradicionais, tintas naturais e peças de artesanato, como cocares, brincos, pulseiras e colares confeccionados com penas, sementes e ossos. Também são abordados aspectos como o grafismo indígena, técnicas de trançado, costumes, palavras de origem tupi incorporadas à língua portuguesa, além de objetos produzidos em palha, cerâmica, cabaça e madeira, bem como representações de animais da floresta e plantas medicinais, compondo um espaço educativo e culturalmente significativo.

O interesse pela visitação está movimentado e já recebeu cerca de trinta e sete turmas da escola e do Centro de Educação Infantil (CEI) José Círio, contando a presença de convidados representantes da Superintendência Escolar e da Célula da Diversidade e Inclusão do Distrito V, professores, funcionários, professores do projeto Aprender Mais, assistentes de inclusão e familiares, que prestigiaram esse momento significativo de construção coletiva do conhecimento. A iniciativa contribuiu para a superação de preconceitos e para o fortalecimento de uma cultura antirracista no contexto escolar.

📰 Fonte Oficial:

Prefeitura de Fortaleza

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