sábado, março 14, 2026
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Profissionais do setor editorial lembram trajetória e obras preferidas

Profissionais do setor editorial lembram trajetória e obras preferidas

“Eu me orgulho muito de poder ver o meu nome nos créditos de livros que sejam realmente incríveis, saber que eu sou parte de uma obra cuja leitura pode, eventualmente, ser a leitura da vida de alguém”.

Editor autônomo e publisher, Hugo Maciel de Carvalho formou-se em Direito e chegou a trabalhar em escritório de advocacia, mas ajustou a rota e abriu caminhos no mercado dos livros.

No contexto da expansão do setor editorial e livreiro no país nos últimos anos,

com aumento do número de empresas

, conforme apontou levantamento da Câmara Brasileira do Livro (CBL), profissionais entrevistados pela

relataram como o setor possibilita que eles vejam propósito em seu trabalho.

Desde que achou o novo rumo, Hugo assume que já perdeu a conta de quantos livros têm seu nome nos créditos.

“No fim das contas, o que realmente importa é saber que, de algum jeito, eu ajudei a dar forma a ideias que circulam, são lidas, discutidas, questionadas ─ e continuam produzindo sentido no mundo.”

O livro pelo qual tem mais carinho é

, do autor T.S. Eliot, na tradução de Gilmar Leal Santos.

“É um dos meus poemas preferidos de todos os tempos. Este foi o primeiro livro que eu publiquei pelo meu selo, como publisher”, disse Hugo, acrescentando que preza por projetos que ajudem a pensar sobre o futuro.

“A crise na Venezuela me lembrou de dois livros que merecem ser lidos juntos. Trabalhei como preparador de texto em ambos”, relembrou.

, do Peter Norton ─ mostra que tipo de escolha política moldou o mundo para criar uma infraestrutura que corrói a vida social. O segundo ─

, do Paris Marx ─ amplia esse diagnóstico, ao analisar diversos mecanismos de concentração de poder, privatização das infraestruturas e controle social.

“Norton explica como chegamos até aqui. Marx mostra a direção para a qual estamos sendo empurrados agora”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil – EBC

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