sexta-feira, julho 10, 2026
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Proposta busca tornar escolas mais inclusivas com substituição de sirenes tradicionais


Proposta busca tornar escolas mais inclusivas com substituição de sirenes tradicionais

Estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras pessoas com hipersensibilidade auditiva enfrentam, no dia a dia, dificuldades relacionados aos estímulos sonoros, que acabam provocando desregulação sensorial. E com o objetivo de proteger e promover o bem-estar dos alunos, o Indicativo nº 1664/2025, de autoria do vereador René Pessoa (União), estabelece normas e diretrizes para a substituição de sirenes e alarmes tradicionais em escolas municipais por sinais musicais ou visuais em todas as unidades.

Os novos sinais, conforme a proposta, devem ser suaves e adaptados ao contexto escolar, servindo para indicar momentos como o início e término das aulas, os intervalos e as trocas de disciplinas. A escolha da forma de implementação desses recursos deve envolver a comunidade escolar e contar com a orientação de profissionais da saúde.

Na justificativa, o parlamentar alerta para os impactos das sirenes tradicionais, que, por emitirem ruídos agudos e intensos, podem gerar crises de ansiedade, estresse e grande desconforto físico em pessoas com hipersensibilidade auditiva.

“A proposta visa criar um ambiente mais acolhedor e inclusivo para os alunos com TEA e outros transtornos sensoriais nas escolas municipais de Fortaleza. A substituição de sirenes e alarmes por sinais musicais ou visuais adequados contribuirá para a redução do estresse e do desconforto causados por sons altos e desagradáveis, promovendo uma melhor qualidade de vida e aprendizado para esses alunos”, justifica.

A adequação das unidades será realizada pela Secretaria Municipal de Educação (SME), que ficará responsável pela supervisão técnica e pelo fornecimento dos recursos necessários à implementação das adaptações. A Indicação está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Foto: Arquivo/CMFor



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