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Prorrogação da votação teve baixa procura e frustração de eleitores

quinta-feira, novembro 5, 2026

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Prorrogação da votação teve baixa procura e frustração de eleitores

© Rafael Cardoso/Agência Brasil

Após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) pela prorrogação das

, quem não tinha conseguido votar, viu na medida a possibilidade de garantir o voto. Mas, muitos acabaram dando de cara com portões fechados. Para os eleitores isso causou confusão e frustração.

Houve mesários que só ficaram sabendo da medida após o fechamento das seções e quando já não era mais possível reabrir a votação.

Quase uma hora depois da determinação de prorrogar o horário de votação,veio a orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da que a decisão de prorrogação até as 19h, no horário de Brasília, serviria apenas para as seções que ainda não tinham encerrado a votação.

conversou com eleitores e mesários.

, em uma das maiores zonas eleitorais da zona sul da cidade, o Colégio Pensi, no Flamengo, pelo menos sete pessoas chegaram após às 17h, quando a escola fechou os portões.

Essas pessoas receberam uma Declaração de Comparecimento sem Voto. A declaração, assinada pelo presidente da seção eleitoral, afirma que os eleitoresforam até a seção e não conseguiram votar.

Uma dessas pessoas foi a contadora Manuela Tunas, que viajou do Uruguai para o Rio de Janeiro para votar, mas um atraso no voo fez com que pousasse apenas às 17h.

“Eu consegui chegar até aqui atempo para tentar votar, já que eles prorrogaram. Mas, eu não consegui”, diz.

Segundo Manuela, o fato de algumas seções permancerem abertas e outras não, gera assimetria. “Um absurdo! Porque algumas pessoas podem votar e outras não, é injusto”, diz.

A estudante Gabriele Eduarda de Azevedo também estava em viagem. Ela não esperava votar, mas quando soube da prorrogação pensou que daria tempo.

“É frustrante. É complicado porque eu já tinha aceitado que eu não ia votar, então pra mim não era um problema. A partir do momento que solta essa nota de que pode ir até às sete horas, eu espero que isso seja respeitado e que eu tenha até as sete horas pra votar”, diz.

A aposentada Gina Cláudia Nunes, deu de cara com as portas da escola onde vota fechadas. Ela chegou a ser orientada por pessoas que estavam no local a ir a outra escola para tentar votar ali.

“Me orientaram para vir para o Pensi, que ainda tava aberto. Só que chegando no Pensi, eles falaram que não tinha como exercer o direito de voto porque as urnas já estavam fechadas e a minha zona não era essa”, conta.

Fonte: Agência Brasil – EBC

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