segunda-feira, março 16, 2026
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Retrospectiva: atletismo e judô são destaques na temporada paralímpica

© Cris Mattos/CPB/Direitos Reservados

O ano do esporte paralímpico no país, o primeiro do ciclo dos Jogos de Los Angeles (Estados Unidos), em 2028, foi marcado por desempenhos históricos nos Campeonatos Mundiais de atletismo e judô, nos quais o Brasil ocupou o topo do quadro de medalhas. Mas também houve tensão de bastidores com o embate entre atletas e a Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) por exigências polêmicas referentes ao Bolsa Atleta.

O começo da temporada 2025 traz otimismo para o ano que se inicia. Em fevereiro,

Cristian Ribera se tornou campeão mundial de esqui cross country em Trondheim (Noruega), na prova de sprint (um quilômetro)

. O rondoniense é esperança de medalha para o Brasil na Paralimpíada de Inverno, que será nas cidades italianas de Milão e Cortina, em março de 2026.

Na Copa do Mundo de tênis em cadeira de rodas, disputada em Antalya (Turquia), no mês de maio, a seleção brasileira da classe quad (atletas com limitações em ao menos três membros) chegou à final pela primeira vez, conquistando a prata, superada pela Holanda. Na categoria júnior, o Brasil foi semifinalista e ficou em quarto, com participação importante dos mineiros Vitória Miranda e Luiz Calixto.

Eles também brilharam nos Grand Slams, como são conhecidos os mais tradicionais eventos da modalidade.

Vitória foi campeã de simples e duplas femininas (ao lado da belga Luna Gryp) no Aberto da Austrália e em Roland Garros

, na França. Luiz venceu o torneio de duplas masculinas em solo australiano, junto do norte-americano Charlie Cooper. Foi o último ano de ambos nos juniores.

Assim como no tênis em cadeira de rodas, o Mundial de judô ocorreu em maio, na cidade de Astana (Cazaquistão). O Brasil foi 13 vezes ao pódio, sendo cinco no topo, liderando o quadro de medalhas de maneira inédita. O evento consagrou a paulista Alana Maldonado, tricampeã na categoria até 70 quilos (kg) da classe J2 (baixa visão), e o paraibano Wilians Araújo, que foi bi na categoria acima de 95 kg da classe J1 (cego total).

Destaque também à final 100% brasileira entre judocas acima de 70 kg da classe J2, marcada pela vitória de Rebeca Silva sobre a também paulista Meg Emmerich. E aos ouros inéditos da carioca Brenda Freitas na categoria até 70kg e da potiguar Rosi Andrade na categoria até 52 kg, ambos na classe J1.

No Mundial de canoagem, em Milão, o sul-mato-grossense Fernando Rufino conquistou o único ouro brasileiro, nos 200 metros (m) da classe VL2 (atletas que utilizam tronco e braços na remada), repetindo a dobradinha da final paralímpica dos Jogos de Paris, na França, em 2024, com o paranaense Igor Tofalini em segundo. Ao todo, o país foi ao pódio cinco vezes na Itália.

Mesmo desempenho do Brasil no Mundial de ciclismo de estrada, em Ronce (Bélgica), também em agosto, que teve o paulista

Lauro Chaman assegurando o tricampeonato da prova de resistência da classe C5 (deficiências moderadas de membros superiores)

ciclismo de pista, que ocorreu no Velódromo do Rio de Janeiro, em outubro, a equipe brasileira obteve nove medalhas, com destaque ao ouro – com recorde – da paulista Sabrina Custódia no contrarrelógio (1 km) da classe C2 (comprometimento físico-motor que não impede a utilização de uma bicicleta convencional)

Fonte: Agência Brasil – EBC

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