“Um grande alívio.”Foi assim que Kaio*, de 42 anos, definiu o sentimentoao ouvir a notícia, na última sexta (25), de que as
operações das empresas de apostas on-line, as bets, foram proibidas no Brasil
. Ele diz que tenta recomeçar a vida depois de perder ocarro, a casa e o emprego por causa das dívidas de jogo.
Hoje, Kaio mora sozinho em um dormitório em umacidade do interior de Goiás. No local, ele se abriga, todas as noites, no chão. Temendo pela segurança,em função de dívidas contraídas com agiotas,preferiu se afastar e ficarlonge da família. Ele reconhece que, nos últimos seis anos,
o vício em jogos fez a sua vida virar pelo avesso
Por isso, resolveu procurar ajudaem um Centro de Atenção Psicossocial (Caps), onde começou, neste ano, a participar de grupos terapêuticos e consultas médicas. Ele toma três remédios por dia.
Desde o início dos alertas sobre o empobrecimento da população e oaumentodo vício das bets, a
tem produzido reportagens sobre o tema.
Veja aqui todas as matérias publicadas
que proibiu as bets no país, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sexta-feira (25), revogou o que estava previsto no capítulo 5 da
, de dezembro de 2018, aprovada no último mês do governo de Michel Temer.
Apesar de terem sido aprovadas em 2018, as bets só foram regulamentadasem dezembro de 2023. Ou seja, as plataformas de apostas funcionavam, mas praticamente sem nem tipo de regra por pelo menos cinco anos.
Foi apenas com a regulamentação que surgiram
regras como a necessidade deavisos de desestímulo ao jogo
e de advertência sobre seus malefícios que deveriam ser veiculadas pelos agentes operadores.
Fonte: Agência Brasil – EBC
