terça-feira, junho 9, 2026
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Soluções do Sul Global são protagonistas do Rio Nature & Climate Week

Soluções do Sul Global são protagonistas do Rio Nature & Climate Week

As conferências oficiais da primeira edição do Rio Nature & Climate Week foram encerradas nesta sexta-feira (5), pondo no centro do debate as propostas e soluções do Sul Global para a crise climática.

A América Latina, a África e o Sudeste Asiático são detentores de 90% de tudo que ainda resta de floresta tropical no mundo e de 80% de toda a biodiversidade do planeta.

, o presidente do Instituto Natureza e Clima Brasil, Rodrigo Medeiros, idealizador do fórum internacional, disse que

o Sul Global cansou de ir a fóruns no Hemisfério Norte para discutir e não encontrar uma solução

“Agora, a gente tem um fórum para chamar de nosso, e, a partir daqui, as nossas demandas, oportunidades e também as soluções que são desenvolvidas aqui no Sul Global vão ser discutidas e vão ser amplificadas para o mundo”.

O objetivo do evento é influenciar a agenda mundial e construirum ecossistema de ações que discuta natureza e clima e possa conectar políticas públicas, finanças, ciência, cultura e movimentos de base.

O encontro aconteceu meses antes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), marcada para novembro, em Antalya, na Turquia.

A proposta dos organizadores é fazer com que o Rio de Janeiro receba anualmente representantes de todo o mundo, para discutir problemas e soluções que atendam às necessidades daqueles que são os mais vulneráveis, mas, ao mesmo tempo, os que já contribuem enormemente com as soluções necessárias para a questão da biodiversidade e do clima.

Na discussão dos elementos que podem contribuir rapidamente para frear o aquecimento global, um destaque é a redução das emissões de metano.

Na avaliação de Medeiros, esse tema é especial, porque o mundo percebeu agora que é preciso ter soluções rápidas.

Medeiros destacou que um terço das emissões que mais afetam a mudança do clima estão relacionadas a gases como o metano. Esse gás tem um tempo de permanência na atmosfera muito curto, de cerca de 10 a 12 anos, o que significa que se dissipa muito rápido.

“Se 30%, ou um terço do problema do aquecimento é causado pelo acúmulo de metano na atmosfera, essa talvez seja uma via mais eficiente e mais rápida de a gente conseguir reduzir em 30% o problema do aquecimento global”, argumentou.

O idealizador do Rio Nature & Climate Week destacou que o metano é gerado fortemente nos resíduos domésticos e industriais que vão para os aterros, cuja decomposição naturalmente produz esse gás, que vai para a atmosfera.

Uma das vias para reduzir sua emissão é investir em tecnologias que hoje já são amplamente dominadas para capturar esse metano, transformando-o, por exemplo, em biogás. A outra via é a da transição alimentar, já que a pecuária também está entre as emissoras de metano.

“É absolutamente inconcebível que a gente continue ainda em uma curva de produção de proteína animal ou de grãos que servem para alimentar a cadeia da produção de proteína animal, de frango, boi, porco”.

Fonte: Agência Brasil – EBC

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