A edição inédita do reality show musical
revela a história da baiana Lui Rabello e sua trajetória durante o programa neste sábado (26), às 13h30. Com a leveza do seu jeito manso, a experiente guitarrista conquistou a casa e fez amizades com os participantes da competição.
Integrante por 16 anos da banda Altas Horas, do programa de televisão homônimo, a veterana apresenta suas ideias musicais e recebe o carinho dos concorrentes com quem conviveu no reality exibido pelo canal público.
No decorrer da disputa, a guitarrista encarou Lucas Moscardini na bossa nova e jazz na primeira rodada. Também fez solo com Roger Oliveira no baião ainda na fase classificatória. Já na semifinal, Lui Rabello escolheu o xote para duelar de novo com Lucas Moscardini, que optou pelo blues.
“É um desafio na minha vida estar aqui com vocês”, declara Lui Rabello que é econômica ao ponderar sobre sua impressão a respeito da disputa com tantos jovens. “Quero deixar a marquinha da minha participação”, afirma.
Ela conta que ficou feliz em interagir com os jovens. “Quando eu entrei no reality, eu sabia que era um risco. Uma pessoa com uma trajetória tocando com gente muito mais nova. Estou aprendendo com eles. Me dão muita energia e me tiraram da zona de conforto”, afirma a baiana.
Quanto à mentoria e aos ensaios, ela também se mostra comedida. “Não deu tempo de mudar muita coisa, mas eu tentei aprimorar. Eu fui me defender em algo que já conhecia e busquei melhorar”, argumenta ao explicar a escolha por ritmos com os quais tinha mais segurança.
Lui Rabello explica sua ideia para a performance. “Pretendo utilizar uma melodia do Nordeste e jogar uma escala interessante”, destaca a veterana. “Não existe lugar de conforto. A gente apenas tenta se adequar imprimindo a nossa marca. Lembrei do recôncavo baiano e busquei incluir algo nessa onda. Tentei fazer uma guitarra dupla, com poucas notas, algo melódico que fique no ouvido e lembre o sertão”, explica.
A guitarrista é enfática desde o início. “Tenho essa coisa de me jogar. Não sinto medo e espero conseguir mostrar minha melhor versão”, afirma a experiente guitarrista que celebra a acolhida dos concorrentes. “Esses meninos poderiam não me respeitar, mas foram muito carinhosos comigo e minha história”, diz.
Sobre sua estratégia para o duelo, a participante avisa que gosta de inovar. “É um caminho estreito entre você aplicar e tocar com o coração. Gosto de ouvir para sentir a atmosfera e analisar para decidir qual escala utilizar. Não gosto de ser óbvia e busco chegar com elementos surpresa. A escrita é o mapa do tesouro. Sou da Bahia, tem que ter o suingue”, dispara.
Formado por 16 episódios, o reality show musical
promove disputas entre seis artistas que tocam estilos diversos em busca da premiação na guitarra elétrica. O novo formato foi criado pelo produtor Julio Carvana com o diretor Marcio Vianna, que assina o roteiro. O programa inédito na telinha é conduzido pelo apresentador Dimi, guitarrista e entusiasta do instrumento.
No papel dos jurados, a produção convidou duas figuras com grande destaque no cenário brasileiro, virtuoses na guitarra com grande domínio dos estilos musicais e muito conhecimento sobre a história de cada ritmo: Navalha Carrera e João Gaspar. Eles atuam como mentores dos seis participantes.
O primeiro critério considerado pelos jurados é a técnica e a precisão, com valor de 5 e 10 pontos. Depois, eles também avaliam a emoção e a criatividade com a mesma pontuação. Durante o programa, os competidores comentam as apresentações dos colegas e manifestam suas impressões. Os próprios participantes também analisam seu desempenho no palco.
Pedro Hills – Roqueiro clássico, fã dos grupos da década de 1960 e 1970, participa de uma banda com o irmão.
Fonte: Agência Brasil – EBC
