quinta-feira, abril 9, 2026
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Unidades de conservação do Brasil participam de exposição na Alemanha

Unidades de conservação do Brasil participam de exposição na Alemanha

© Parque Nacional da Floresta Negra da Alemanha/Divulgação

Abiodiversidade de dois parques nacionais brasileiros está em destaque naexposição

Tesouros Verdes do Brasil – Diversidade Tropical sob a Proteção dos Parques Nacionais

, no Centro de Visitantes do Parque Nacional da Floresta Negra (Nationalpark Schwarzwald), na Alemanha. A programação começou em 19 de março,e a expectativa é que se estenda por mais seis meses.

Imagens e expressões artísticas representam na Europa o Parque Nacional do Itatiaia, no Sudeste,e o Parque Nacional do Pico da Neblina, no Norte,aumentando a visibilidade dessas unidades de conservação no cenário internacional e o diálogo entre dois diferentes biomas brasileiros com o público de fora do país ─ a Mata Atlântica e a Amazônia.

A mostra também é uma oportunidade defirmar acordos para o desenvolvimento de ações conjuntas entre os dois países.

Para o chefe do Parque Nacional do Pico da Neblina, Cassiano Augusto Ferreira Rodrigues Gatto, os governos do Brasil e da Alemanha têm um apreço grande pelacooperação baseada em relações diplomáticas e conversas de alto nível, o que facilita a aproximação entre os parques nacionais dos dois lados do Atlântico.

Além do apoio direto às iniciativas realizadas pela unidade de conservação, o chefe do Parque Nacional do Pico da Neblina esperafortalecer a parceria em temas como o desenvolvimento de atividades de pesquisa e doturismo de base comunitária envolvendo comunidades indígenas, comoos Yanomami, cujas terras reconhecidas representam metade da área da unidade de conservação.Além deles, há mais três territórios indígenas de etnias diferentes na região.

“A gente tem que trabalhar com as comunidades que moram lá. Isso nos faz atuar com outras instituições, como a Funai e o Departamento de Saúde Indígena. Tudo o que a gente faz lá é baseado em acordos com comunidades e parcerias com outras instituições”, afirmou.

Gatto ressaltou que o Parque da Floresta Negra, na Alemanha, é uma referência em pesquisa. Ele comparouque, em uma área de 10 mil hectares, o parque alemão tem 500 estações de monitoramento de biodiversidade, enquanto, no Pico da Neblina, não há nenhuma, em umaextensãode 2,3 milhões de hectares.

“A gente quer trazer essa expertise e esse apoio técnico-financeiro para dentro do parque, para começar o monitoramento de fauna e flora e de animais ameaçados”, informou.

Cassiano Gatto adiantou que, por meio do acordo de cooperação firmado pelo ICMBio e o Parque Nacional da Floresta Negra, podem ser estabelecidos também protocolos para o desenvolvimento de pesquisas que levem em consideração o desejo das populações locais de participar das discussões sobre o monitoramento do território e o resgate do conhecimento tradicional. O chefe do parque nacional acrescentou que a parceria tem potencial deensinar os alemães atrabalhar com comunidades tradicionais e seus saberes.

Para o chefe do Parque Nacional do Itatiaia, Felipe Mendonça, a participação na exposição representa o fortalecimento da atuação internacional das unidades de conservação e o reconhecimento das ações desenvolvidas junto à comunidade local, principalmente na educação ambiental e nas iniciativas de inclusão.

“A gente entende que esse diálogo entre países só fortalece mais a nossa gestão do parque e do ICMBio, como um todo, com a troca de experiências. Tem muitas coisas que a gente tem a aprender com eles, e muitas outras que eles têm que aprender com a gente. A gente está muito feliz com a exposição”, contou em entrevista à

“Estão falando das florestas brasileiras através do Itatiaia e do Pico da Neblina. Para nós é uma honra. A gente quer que muitas agendas saiam deste acordo”.

Fonte: Agência Brasil – EBC

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