A Câmara de Fortaleza empossou nesta terça-feira, 4, o suplente Ailton Lopes (PSOL), que assume mandato por 120 dias, em virtude da licença do vereador Gabriel Aguiar (PSOL), por meio do requerimento nº 8816/2026. A cerimônia foi conduzida pelo presidente Leo Couto (PSB), e contou com a presença de familiares, amigos e parlamentares.
Ailton fez a leitura do juramento e assinou o termo de posse. Em seguida, o parlamentar agradeceu a todos presentes, e fez um discurso emocionado, com versos, que segundo ele, o inspiram desde a primeira vez que participou da Parada da Diversidade em Fortaleza.

“Nós marchamos como quem desfila, lutamos como quem dança: passo firme, olhar seguro, corpo solto, mente livre. E, se caímos, a nossa queda é apenas o próximo passo para um salto, para um voo mais alto em defesa da liberdade e da igualdade. Aqui chegamos nós, LGBTs e a comunidade LGBTQIAPN+; aqui chegamos, os e as comunistas; aqui chegamos os e as anticapitalistas; aqui chegamos os ecossocialistas. Chegamos e aqui estamos!”, disse.
Ao recordar sua trajetória, Ailton lembrou que em 2016, obteve a quinta maior votação daquele ano para vereador, com um total de 12.483 votos. No entanto faltaram 405 votos para atingir o coeficiente eleitoral, regra que foi alterada menos de 1 ano depois. “Estamos aqui 10 anos depois, em 2026, e como primeiro suplente, hoje assumo o mandato de vereador”.
O parlamentar destacou que suas prioridades para o exercício do mandato incluem a promoção da moradia digna, o fortalecimento da educação pública de qualidade, a garantia dos direitos de crianças e adolescentes, a ampliação do acesso a creches em tempo integral e a defesa de mais investimentos para assegurar a qualidade e o acesso aos serviços de saúde pública, além do fortalecimento da rede psicossocial e da proteção e ampliação das áreas verdes.
“A gente segue resistindo, apesar do ódio e da ignorância, porque o amor nos convoca a ser felizes, a ser quem a gente é, a defender a natureza. É por isso que a gente está aqui. É essa a felicidade do dia de hoje, companheiros e companheiras de luta com quem a gente milita nos movimentos sociais, no movimento sindical bancário, no movimento LGBTQIAPN+, no movimento estudantil e na Pastoral da Juventude”, ressaltou.
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Foto: Érika Fonseca