quinta-feira, setembro 10, 2026
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Lésbicas cobram saúde integral, trabalho digno e fim de violências

© Fernando Frazão/Agência Brasil

Praticamente oito em cada dez mulheres lésbicas enfrentam diversos tipos de violência cotidianamente, como mostra o

LesboCenso Nacional: Mapeamento de Vivências Lésbicas no Brasil

, realizado pela Liga Brasileira de Lésbicas e pela Coturno de Vênus (Associação Lésbica Feminista de Brasília) edivulgado ainda em 2022. A lesbofobia ocupa a segunda posição em registros de violências, e o assédio moral e o sexual estão entre as formas mais recorrentes, de acordo com o levantamento.

Para marcar o combate à lesbofobia (preconceito, ódio ou discriminação contra mulheres que se relacionam com outras mulheres),

Dia Nacional do Orgulho Lésbico

é lembrado nesta quarta-feira (19)no Brasil.

O 19 de agosto simboliza, também, a luta pela visibilidade desse público e por avanços de direitos.

Para analisar as principais reivindicações, avanços e desafios dessa agenda social e econômica, a

entrevistou a assistente social Michele Seixas, coordenadora política nacional na Articulação Brasileira de Lésbicas (ABL).

Entre as prioridades listadas pela ativista social, está a busca por uma saúde integral de qualidade e por oportunidades paralésbicas no mercado de trabalho.

A militante defende o atendimento qualificado no Sistema único de Saúde (SUS), para atender às especificidades de todos os corpos lésbicos, com profissionais de saúde capacitados. “A saúde é um gargalo para a população lésbica. Deparamo-nos com uma saúde que vem sendo invisibilizada e violada há muitos anos para nós.”

Michele Seixas lamenta que as lésbicas ainda sofram com o senso comum de preconceito e, nos atendimentos em saúde, exista um fundamentalismo religioso somado à falta de formação continuada em educação permanente em saúde.

Apesar do despreparo existente nos serviços de saúde ressaltado por Michele, ela cita que alguns municípios brasileiros até oferecem aulas

sobre a temática, mas a participação dos profissionais de saúde é voluntária e, na maior parte das vezes, ocorre em número reduzido.

Fonte: Agência Brasil – EBC

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